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Ecclestone critica pilotos "robóticos" e lamenta: "Não existem muitos Kimis hoje"

Ex-chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone elogiou personalidade de Kimi Räikkönen, recém aposentado do automobilismo e assumidamente avesso às entrevistas com jornalistas

11 jan 2022 12h35
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Bernie Ecclestone elogiou Räikkönen e pediu por “mais Kimis”
Bernie Ecclestone elogiou Räikkönen e pediu por “mais Kimis”
Foto: Reprodução / Grande Prêmio

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Campeão mundial de Fórmula 1 em 2007 pela Ferrari, Kimi Räikkönen se despediu das pistas no final da temporada 2021 para iniciar sua aposentadoria e vai deixar saudades no paddock. Ex-CEO da categoria e presente no auge do finlandês, Bernie Ecclestone afirmou que não existem muitas pessoas como o nórdico no universo do automobilismo. A personalidade peculiar de Räikkönen, que não tem problemas em distribuir 'patadas' nas entrevistas, contrasta com o trabalho de assessoria pelo qual passa a maioria dos pilotos.

"Como pessoa, Kimi [Räikkönen] é um grande cara", disse Ecclestone ao canal alemão Sport1. "Como piloto, ele é… um piloto de corrida! Ele é o que você quer, ele corre. Ele não presta muita atenção nas pessoas e lhes dá sua opinião. Não existem muitos Kimis hoje em dia, realmente — esse é o problema", reclamou o empresário.

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Kimi Räikkönen se despediu da Fórmula 1 pela Alfa Romeo (Foto: Alfa Romeo)

Ao mesmo tempo em que era reconhecido pela velocidade e pelo talento nas pistas, Räikkönen não fazia questão de esconder o incômodo que sentia com os compromissos oficiais da Fórmula 1, em especial as coletivas de imprensa. Recentemente, Kimi disse em entrevista que pode "nunca mais colocar os pés no paddock novamente".

Aos 91 anos de idade, Ecclestone comparou a atitude do finlandês com os pilotos atuais da categoria, que se preocupam bastante com a imagem e costumam seguir um 'script' do que pode ser dito nas conversas com os jornalistas. "Eles se tornaram muito robóticos, obedecendo e fazendo o que foram mandados, ao invés de fazer o que acham que deveriam fazer", explicou.

Räikkönen deixou a Fórmula 1 aos 42 anos de idade, após longas 19 temporadas na maior categoria do automobilismo. Foram 18 vitórias no período, que envolveu 350 GPs disputados — um recorde — e 103 pódios. Além disso, Kimi deixa a F1 como último campeão mundial pela Ferrari, que não voltou a vencer um Mundial de Pilotos desde 2007.

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