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Drugovich sonha com F1, mas vê cenário atual complicado "até para quem vence F2"

Felipe Drugovich conversou com o GRANDE PRÊMIO sobre o cenário atual quando o assunto é F1. O brasileiro disse que abraçaria a oportunidade que surgisse, independentemente da equipe, mas reconhece que ser apenas o campeão da F2 não basta para subir para a elite do automobilismo

26 jun 2022 - 04h00
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Felipe Drugovich
Felipe Drugovich
Foto: Dutch Photo Agency / Grande Prêmio

Os 132 pontos na liderança da temporada 2022 da Fórmula 2 — com 49 de vantagem para o segundo colocado, Théo Pourchaire — são um belo cartão de visitas para Felipe Drugovich quando o assunto é F1 2023. Mas o brasileiro é bastante consciente no que diz respeito à realidade para os pilotos que estão nas categorias de base lutando por uma chance de estar na elite do automobilismo mundial.

Com o foco voltado totalmente para o desafio que ainda tem pela frente esse ano, Drugovich falou ao GRANDE PRÊMIO sobre o futuro e o cenário atual quando o assunto é Fórmula 1. O piloto da MP explicou que conta com a apoio de pessoas que estão, em suas palavras, "mexendo as cartas para o ano que vem", embora prefira se manter o mais afastado possível para que a expectativa em torno de uma possível subida para a F1 não atrapalhe seu desempenho na F2.

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Felipe Drugovich está focado no campeonato 2022 da F2
Felipe Drugovich está focado no campeonato 2022 da F2
Foto: Dutch Photo Agency / Grande Prêmio

"Acho que estamos nos mexendo bem. Por outro lado, tento me manter o mais alheio possível a isso para focar o máximo no campeonato da F2, que é a principal coisa que preciso concluir esse ano", disse Drugovich ao GP. "Pensar muito cedo nessas coisas acaba atrapalhando o piloto. Tenho pessoas que cuidam disso para mim, e com certeza estão ali, mexendo as cartas para o ano que vem. Logicamente, o foco é a F1, mas, para isso acontecer, precisamos acabar o ano muito bem", salientou.

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Quando questionado se vê alguma equipe específica como uma boa porta de entrada para um piloto que almeja a F1, Drugovich garantiu que qualquer piloto da F2 abraçaria a oportunidade que surgisse, independentemente do lugar. Principalmente levando em conta a época atual para os pilotos que estão na base.

"Acho que, hoje em dia, está sendo uma das épocas mais difíceis para você entrar na F1, para qualquer piloto. Antes você tinha pilotos nem passando pela F2 e indo para a F1, ou chegando atrás na F2 e indo pra F1. Hoje em dia, nem o piloto que ganhou a F2 está conseguindo ir", pontuou o brasileiro.

Sobre a observação de Drugovich, os exemplos mais recentes são os de Nyck de Vries e Oscar Piastri, campeões da F2 nas temporadas de 2019 e 2021, respectivamente. O australiano é membro da Academia de Pilotos da Alpine e um dos nomes fortemente cotados para fazer sua estreia na F1 ano que vem, porém sem uma definição. Já de Vries acabou buscando uma rota alternativa, indo para a Fórmula E. O holandês é o atual campeão da categoria e voltou a ter o seu nome associado à F1.

Para Drugovich, dar um passo de cada vez é a maneira mais certa de também incluir de vez o seu nome no radar da elite do automobilismo mundial. "Realmente, está muito difícil, mas ao mesmo tempo, acho que se você estiver na hora certa, tudo certo, essas coisas podem acontecer. Estou 100% focado para, pelo menos, cumprir com a minha parte", concluiu.

A terceira parte da entrevista feita com Felipe Drugovich vai ao ar às 18h no canal 1 do GRANDE PRÊMIO no YouTube. A primeira e a segunda parte também estão disponíveis.

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