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Diretor da Williams admite "pensar seriamente" em copiar Mercedes para crescer

Dave Robson, diretor de performance da Williams, não tem nada contra a decisão da Racing Point de copiar a Mercedes de 2019. O dirigente até considera empregar a solução no futuro

30 jul 2020
05h56
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É a primeira vez que a Williams coloca os dois carros no Q2 desde o GP da Itália de 2018
É a primeira vez que a Williams coloca os dois carros no Q2 desde o GP da Itália de 2018
Foto: Williams / Grande Prêmio

Copiar a Mercedes de 2019 foi um tiro em cheio para a Racing Point, que deixou de brigar por meros pontos para sonhar com pódios em 2020. O sucesso abriu uma caixa de pandora, com equipes discutindo o que é possível e o que não é na hora de desenvolver carros e compartilhar conceitos. Tanto que a Williams, hoje na lanterna do Mundial de Construtores, admite a tentação de também reproduzir o bólido da atual campeã da Fórmula 1.

"É possível que você precise [copiar]", disse Dave Robson, diretor de performance da Williams. "Acho que está claro que a Mercedes tem o carro que mais se destacou em anos recentes. Mesmo que Red Bull e Ferrari tenham se destacado em alguns GPs, é a Mercedes que tem um carro para todas as pistas. Independente de como eles façam isso, é fenomenal. O ritmo [na Hungria] foi quase ultrajante na comparação com o resto do grid. Quando se olha para essa realidade, olhando para o que a Racing Point fez, você precisa pensar seriamente nisso [copiar]. Se há tanta vantagem e esse é o jeito de conseguir, acho que você precisa seguir esse caminho", destacou.

A Racing Point, que desde os tempos de Force India desenvolveu carros com estilo mais parecido com o da Red Bull, fez uma coletânea de fotos da Mercedes de 2019. Foi assim que o RP20 surgiu como 'Mercedes rosa'. Ainda se discute, entretanto, e o bólido é legal: a Renault entrou com protesto a respeito do desenho dos dutos de freios, que seriam uma cópia perfeita dos vistos no W10.

Copiar é a solução para a Williams?
Copiar é a solução para a Williams?
Foto: Williams / Grande Prêmio

A cultura da cópia, por mais que seja considerada agora, vai na contramão do defendido pela Williams. A chefe Claire sempre se orgulhou de ter uma equipe independente, que produz tantas peças quanto possível em sua própria fábrica. Robson, por sua vez, vê a reprodução de conceitos como parte do jogo.

"Copiar sempre foi parte importante disso. O problema é que esses carros são tão complicados que o que você precisa copiar mesmo é o conceito. Se você tira tantas fotos, vê tantos vídeos e passa a entender como a Mercedes funciona, aí você pode fazer funcionar. Se você entender tudo a ponto de fazer funcionar no seu próprio carro, é justo. Não vejo problemas. Acho que é tudo parte do jogo e eles [Racing Point] fizeram um trabalho muito bom", encerrou.

Se a Williams decidir copiar a Mercedes, certamente não será para a temporada 2021. Os carros ficam congelados no próximo ano, o que significa reutilizar os modelos de 2020. Desta forma, escuderias poupam dinheiro antes das mudanças drásticas da F1 para 2022.

Grande Prêmio
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