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Diretor da F1 confia em novas regras, mas avalia chance de brechas: "Você nunca sabe"

Ross Brawn, chefe da Brawn GP — campeã em 2009 após identificar e aproveitar uma brecha no regulamento — agora se responsabiliza por evitar que a história se repita na F1 em 2022

19 jan 2022 12h47
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Ross Brawn foi chefe da Brawn GP e hoje é diretor da F1
Ross Brawn foi chefe da Brawn GP e hoje é diretor da F1
Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio / Grande Prêmio

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Diretor geral da F1, Ross Brawn está otimista de que sua equipe conseguiu cobrir cada brecha possível no novo regulamento técnico da categoria, que entra em vigor na temporada de 2022. Naturalmente, cada escuderia do grid obtém suas interpretações das regras, e o caso de 2009 da Brawn GP — capitaneada exatamente pelo britânico — ainda está fresco na memória dos fãs.

Na ocasião, a Brawn investigou o regulamento técnico — que também mudaria de 2008 para 2009 — e encontrou uma brecha que possibilitou o conceito do difusor duplo, que deu à equipe uma vantagem absurda no campeonato daquele ano. Não à toa, a escuderia foi campeã do Mundial de Construtores e também venceu o de Pilotos, com o britânico Jenson Button.

"Eu não acho que seja possível, não", começou Brawn, ao ser questionado pelo jornal The New York Times se seria possível que alguma das equipes encontrasse um "novo difusor duplo". Logo depois, no entanto, não descartou totalmente a possibilidade. "Você nunca sabe. Ninguém esperava por isso antes de acontecer", avaliou.

Rubens Barrichello foi companheiro de Button na Brawn GP em 2009 e terminou no terceiro lugar (Foto: Reprodução)

Mas para 2022, a tarefa do próprio Brawn é garantir que nenhuma equipe consiga uma vantagem similar à de sua escuderia em 2009, criando uma interpretação própria das regras — que foram pensadas justamente para deixar as corridas mais disputadas na pista.

"Quando eu era diretor técnico [da equipe], foi uma ocasião estranha em que um time apareceu com uma interpretação [das regras]", disse. "Foi bastante extremo em termos de quando isso aconteceu. Não ocorreu em todos os dias da semana. Tentar antecipar cada brecha ou cada interpretação é bem difícil", admitiu.

"Mas é claro, nosso processo era entender o problema e projetar sobre como eliminar esse problema", completou.

Jenson Button conquistou seu único título mundial em 2009, com a Brawn GP (Foto: Getty Images)

Brawn ainda abordou o processo pelo qual a equipe passou para observar as novas regras e entender como seria possível obter alguma vantagem em relação aos concorrentes. O dirigente ressaltou que foi necessário tomar cuidado com o que poderia ferir o regulamento, mas que a função era de justamente encontrar brechas para conseguir evoluir.

"Nosso grupo gastou algum tempo observando as sensibilidades de diversas áreas", explicou. "Para ver aonde poderia haver um escopo para a equipes evoluírem e mudarem seus projetos. Então, tivemos uma fase em que tentamos ver aonde quebraríamos as regras e quais brechas poderíamos encontrar. Enfrentamos isso", afirmou.

"Não vou fingir que teríamos encontrado todas as brechas no regulamento", reconheceu Brawn. "Mas definitivamente encaramos uma fase de testes das regras para ver como poderíamos encontrar algumas oportunidades", disse.

Conceito dos carros de 2022 da F1 promete retorno do 'efeito-solo' em um design completamente novo (Foto: Fórmula 1)

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Os novos carros das equipes da F1 serão conhecidos em fevereiro, mês em que começa a pré-temporada da categoria — a primeira oportunidade para pilotos, equipes e fãs de observarem o comportamento dos monopostos na pista.

Serão seis dias de pré-temporada no total, com três no Circuito de Barcelona, na Espanha, entre os dias 23 e 25 de fevereiro, e mais três no Circuito de Sakhir, no Bahrein, entre 10 e 12 de março — uma semana antes da estreia do campeonato, no mesmo palco, com a corrida programada para o dia 20.

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