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Consultor impõe condição sobre motores para manter Red Bull na F1: "Não é chantagem"

Helmut Marko pressionou a FIA pelo congelamento do desenvolvimento dos motores da Fórmula 1 a partir de 2021. Consultor ameaçou presença da equipe de Milton Keynes no grid

24 jan 2021
13h01
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É a terceira vez que o holandês larga do primeiro posto na carreira.
É a terceira vez que o holandês larga do primeiro posto na carreira.
Foto: Red Bull Content PooL / Grande Prêmio

A Red Bull confirmou que quer aproveitar a tecnologia da Honda para ter um motor próprio em 2022, mas a equipe já começa a pressionar a Fórmula 1 pelo congelamento do desenvolvimento das unidades de potência, e citou até repensar o futuro na categoria caso não aconteça.

Em entrevista ao site da revista alemã Auto Motor und Sport, Helmut Marko, consultor da equipe, comentou sobre a necessidade do congelamento de desenvolvimento dos motores atuais. A medida seria mais uma na linha de corte de custos adotada pela Fórmula 1.

"Tudo precisa ficar claro entre nós. O timing foi corrigido. Todos estão no começo do trabalho, mas não ficará OK enquanto não tivermos uma prova escrita da FIA que o desenvolvimento do motor será interrompido. Estamos esperando pela decisão, deve ser esclarecido na próxima semana", afirmou o ex-piloto e consultor.

Max Verstappen, uma das estrelas da Red Bull (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

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A Red Bull forma parceria com a Honda desde 2019, mas foi surpreendida em outubro de 2020 quando a montadora anunciou a saída da categoria ao fim de 2021. Ao manter a tecnologia dos japoneses, a equipe quer o congelamento do desenvolvimento da unidade de potência, o que evitaria maiores investimentos até a introdução dos novos motores, previstos para 2025.

"Temos um teto de gastos. Estamos discutindo redução e restrição nos salários dos pilotos. Apenas com motores que tudo está aberto. Além do mais, a tendência é que as mudanças do motor sejam antecipadas para 2025. Infelizmente, foi um grande gerador de custos. Investir ainda mais nele agora não faz sentido", seguiu Marko.

Helmut também afirmou que, caso a FIA não aprove o congelamento dos motores, a Red Bull terá que repensar sua participação na Fórmula 1. A equipe está no grid desde 2005 e levantou quatro títulos mundiais.

"Isso significaria que a Red Bull teria de repensar drasticamente sua situação na Fórmula 1, e isso não é chantagem. Por puro bom senso e razões de custo, o congelamento dos motores é a única maneira de avançar com estas unidades de potência infelizes", concluiu.

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