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Bottas melhora, mas nem apoio de Hamilton é suficiente para permanência na Mercedes

Ainda que longe de ser brilhante, Valtteri Bottas tem feito um trabalho ok nas últimas corridas da temporada ao somar pontos importantes para a Mercedes. O finlandês conta com o apoio de Lewis Hamilton para a renovação do contrato, mas seu destino já parece traçado para 2022

28 jul 2021 04h02
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Valtteri Bottas parece estar mesmo de saída da Mercedes
Valtteri Bottas parece estar mesmo de saída da Mercedes
Foto: Mercedes / Grande Prêmio

Valtteri Bottas tem se mostrado mais efetivo e consistente nas últimas provas da temporada 2021 da Fórmula 1. Depois da jornada esquecível no GP do Azerbaijão, o finlandês pontuou do GP da França em diante e subiu ao pódio nas duas corridas na Áustria e também no polêmico GP da Inglaterra. Mesmo longe de obter resultados brilhantes, Valtteri entrega o que é possível e ainda ajuda a Mercedes a pontuar bem mais do que Sergio Pérez, da Red Bull, neste período. Só que, diante de um George Russell cada vez mais brilhante e pedindo passagem, nada mais parece o bastante para assegurar a Bottas mais um ano de contrato com a Mercedes. Nem mesmo todo o apoio do seu ainda companheiro de equipe, Lewis Hamilton.

A má fase experimentada por Bottas, fora do GP de Mônaco em razão de um pit-stop desastroso e dono de uma performance irreconhecível nas ruas de Baku, ficou para trás. Depois do opaco quarto lugar no GP da França, Valtteri foi terceiro colocado no GP da Estíria, cruzou a linha de chegada do GP da Áustria em segundo e voltou ao último degrau do pódio no GP da Inglaterra.

Claro que os resultados obtidos por Hamilton nas últimas provas, sobretudo a vitória em Silverstone, foram muito importantes para a Mercedes, mas Bottas tem ajudado a equipe heptacampeã do mundo a se aproximar da Red Bull na luta pelo título do Mundial de Construtores: os taurinos somam 289 pontos contra 285 dos mercedinos.

Valtteri Bottas parece estar mesmo no fim do ciclo com a Mercedes na F1
Valtteri Bottas parece estar mesmo no fim do ciclo com a Mercedes na F1
Foto: Mercedes / Grande Prêmio

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A versão apresentada por Bottas nas três últimas corridas é algo perto do desejável pela Mercedes: afinal, o nórdico não compromete e soma mais pontos que o segundo piloto da rival Red Bull. Depois de um clima um tanto estranho no começo da temporada e até de uma resistência em abrir passagem para Hamilton no GP da Espanha, Valtteri parece ter de novo um bom ambiente nos boxes. Uma prova disso é a exaltação ao trabalho em equipe depois de ter ajudado Lewis a garantir o melhor tempo da classificação de sexta-feira em Silverstone.

Toto Wolff, chefe da Mercedes, deixou claro que Bottas exerce a função de escudeiro dentro da equipe. Hamilton nunca escondeu a felicidade por contar ao seu lado nos boxes com um piloto que não costuma criar climão, soma pontos importantes e é útil no desenvolvimento do carro. Não à toa, o maior vencedor da história da Fórmula 1 já disse, reiteradas vezes, que enxerga em Valtteri "o melhor companheiro de equipe que já tive".

Só que nem mesmo todo o incentivo de Hamilton parece ser o bastante para Bottas concluir o objetivo de permanecer na Mercedes por mais um ano. Segundo Toto Wolff, "Lewis está tranquilo em ambos os cenários, ele entende os prós e contras de Valtteri e George. Ele nunca tentou influenciar a decisão e não tem preferência de quem deveria estar no carro. Ele gosta da relação com Valtteri, e sabemos disso. Mas ele nunca disse que esse ou aquile seria o melhor".

É muito claro que Russell está pedindo passagem e que não faria sentido um quarto ano na Williams. George é a bola da vez da Mercedes para uma nova era que está por vir na Fórmula 1, enquanto Bottas não tem muito mais de diferente a entregar.

Que fique claro: Bottas está longe, bem longe de ser o piloto horroroso que muitos insistem em pintar. O finlandês não é genial como Hamilton, Sebastian Vettel e Max Verstappen e tampouco extraclasse como Lando Norris e Russell, mas é um competidor muito bom, eficiente e bastante útil. O problema é que Valtteri não cabe mais para o que a Mercedes desenha para o seu futuro.

Valtteri sabe disso e, ao menos que aconteça alguma mudança de última hora, tem a consciência de que seu destino está traçado: longe da Mercedes e cada vez mais perto da Alfa Romeo. Conforme noticiado primeiramente no mundo pelo GRANDE PRÊMIO e depois replicado por outros tantos veículos de respeito ao redor do mundo, o nórdico tem na equipe de Hinwil não apenas uma opção real, mas um porto seguro para dar sequência à carreira.

O dono do carro #77 também tem a consciência que vai precisar ter uma "mentalidade completamente diferente", palavras dele, neste seu novo momento que se avizinha na Fórmula 1.

Valtteri Bottas conta com Lewis Hamilton como seu maior ‘cabo eleitoral’. Mas nem o apoio do heptacampeão é o bastante para ajudá-lo a seguir na Mercedes
Valtteri Bottas conta com Lewis Hamilton como seu maior ‘cabo eleitoral’. Mas nem o apoio do heptacampeão é o bastante para ajudá-lo a seguir na Mercedes
Foto: LAT Images/Mercedes / Grande Prêmio

"Seria um capítulo completamente novo na carreira, e creio que minha abordagem mental seria diferente. Muito provavelmente eu não estaria lutando por vitórias e pelo título, pelo menos no começo, seria um projeto novo. Por outro lado, isso poderia ser muito interessante", revelou Bottas em entrevista veiculada pelo site F1i.com.

"Sei o que quero. Quero continuar na equipe [Mercedes], penso que é a minha melhor chance para vencer corridas no próximo ano e brigar pelo título. Se por algum motivo eu não continuar, vou olhar opções dentro da Fórmula 1, com certeza, pois amo a Fórmula 1. Gosto disso, penso que ainda tenho uns bons anos aqui pela frente. Nunca diga nunca", complementou.

O destino de Bottas será oficializado nas próximas semanas, muito provavelmente durante as providenciais férias de verão. Mesmo que dê a lógica se sua saída da Mercedes for confirmada, Valtteri terá todas as condições de encerrar um ciclo de forma digna e decente antes de trilhar novos horizontes na Fórmula 1. O futuro é logo ali.

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