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Perto da Indy, Hülkenberg diz que "metade dos pilotos da Fórmula 1 não tem tanta qualidade"

Nico Hülkenberg revelou sua dura análise a respeito do atual grid da Fórmula 1: para ele, metade dos pilotos não têm tanta qualidade. Por isso, ele também explica que o quesito 'talento' não é o critério principal levado em conta pelas equipes

29 out 2021 04h47
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Nico Hülkenberg sorri em teste com a McLaren em Barber na Indy
Nico Hülkenberg sorri em teste com a McLaren em Barber na Indy
Foto: McLaren / Grande Prêmio

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Dono do recorde de ser o piloto a participar de mais GPs sem subir a um único pódio — 179 corridas, nove temporadas —, Nico Hülkenberg correu pela última vez na Fórmula 1 em 2020, como substituto pela Racing Point, no GP de Eifel. No entanto, isso não o impede de fazer uma dura análise a respeito do atual grid da categoria: segundo ele, a qualidade de, pelo menos, metade dos pilotos não é tão alta quanto costumava ser no passado.

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"Eu sinto que há 10, talvez 12 pilotos que são de alta qualidade e realmente os melhores. E na outra metade, a qualidade não é tão alta quanto costumava ser. E há muitos outros fatores para isso. Então, do meu ponto de vista, é um pouco triste e decepcionante, mas é assim que as coisas são", disse Hülkenberg, em entrevista ao site Motorsport. com.

Segundo o alemão, as equipes muitas vezes deixam o quesito 'talento' em segundo plano, no momento de escolher seus pilotos. "Como piloto, você é parte do processo, mas as equipes tomam algumas decisões pensando em seus gostos, os quais são completamente questionáveis. E sim, é uma situação um pouco interessante na F1 em geral", acrescentou.

Nico Hülkenberg testou pela McLaren na Indy (Foto: Indycar)

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Com passagens por Williams, Force India, Renault e Racing Point, Hülkenberg é atualmente piloto reserva da Aston Martin. Como forma de experimentar outras possibilidades para o futuro, ele testou nesta semana pela McLaren na Indy, em Barber. O alemão de 34 anos definiu o dia como "divertido", e valorizou seu desempenho físico após a sessão.

E, em relação à sua trajetória na Fórmula 1, Nico acredita que fez o seu melhor. O mais importante, para ele, foi conquistado: a diversão. "Sempre há coisas que você pode fazer melhor, mas olhando para trás, não fico pensando nisso", comentou.

"Claro, há coisas que eu poderia ter feito de forma diferente, mais no início da minha carreira, e direcionado as coisas para diferentes situações. E, claro, eu aprendi com isso, mas está feito. Então, para ser honesto, não tenho muitos arrependimentos. Eu me diverti muito", concluiu.

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