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Muito carro, pouco resultado: Andretti sofre com falta de ritmo e nível dos pilotos

A Andretti entrou em 2020 cheia de moral com cinco carros, dois a mais que as grandes rivais diretas, mas o desempenho está longe de ser o esperado. Na metade da temporada, a equipe ainda não venceu e só foi ao pódio uma vez, sofrendo com performance e com o nível de seus pilotos

30 jul 2020
05h32
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Alexander Rossi em Iowa
Alexander Rossi em Iowa
Foto: Indycar / Grande Prêmio

Todo início de temporada na Indy tem o mesmo papo: o título, certamente, não sairá do Trio de Ferro formado por Andretti, Ganassi e Penske. Só que, no campeonato reduzido e apertado de 2020, diferentemente das rivais diretas, a Andretti parece que sequer estreou e já é praticamente carta fora do baralho.

É bem verdade que o jejum de títulos da poderosa Andretti na Indy já dura desde 2012, mas precisamos contextualizar o que foram as últimas temporadas. Entre 2013 e 2017, por exemplo, o rendimento do time ficou bem abaixo de Ganassi e Penske e, mesmo assim, a Andretti venceu corridas, frequentou pódios, deu trabalho.

Aí veio o fenômeno Alexander Rossi e, com ele, uma evolução a olhos vistos da equipe, que voltava para os trilhos. Tão clara era a retomada que Ryan Hunter-Reay, que vinha em baixa, recuperou a forma e voltou a ter anos competitivos. Por outro lado, Zach Veach e Marco Andretti, o herdeiro do time, forçavam para o lado errado da gangorra.

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Foto: Grande Prêmio

Chegou 2020 e a evolução da Honda foi nítida desde a pré-temporada, mas a Andretti errou a mão na preparação dos carros e os problemas se juntaram, virando uma bola de neve. O que vimos em seis corridas é uma equipe que sofre com o ritmo dos carros, mas que também pena por performances tenebrosas de boa parte de seus pilotos.

Se antes os desempenhos de Veach e Andretti não influenciavam muito, agora representam a perda de pontos importantes e, somados a um Hunter-Reay cada vez mais atrapalhado e menos veloz, deixam a equipe um tanto de mãos atadas, sem saber exatamente o que poderia ser com pilotos melhores.

Depois de um início pouco inspirado e com diversos problemas, Rossi entrou nos eixos e já é, ao lado de Colton Herta, com quem a Andretti pode contar. A dupla é pesada, tem credenciais para disputar títulos, mas ainda é pouco. Para quem chega a ter até seis carros em algumas corridas, dois pilotos de bom nível é muito pouco.

A Andretti, então, se encontra em uma sinuca de bico. Ao mesmo tempo em que claramente tem um carro pior que o da Ganassi e da Penske, no mínimo, não passa nem perto de ter um grupo de pilotos do nível das rivais, passando até a criar uma espécie de 'Rossi-Hertadependência'. Alex é mais ousado, arrojado, brilhante, enquanto Colton é igualmente veloz e talentoso, mas já mostra um lado mais cerebral. O resto? Bem, o resto tem quatro top-10 somados em quatro carros, contando a presença de James Hinchcliffe nas duas primeiras etapas, uma marca tenebrosa.

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Foto: Grande Prêmio

Por mais que se entenda o lado financeiro, a Andretti precisa de um piloto pagante mais competente que Veach. Por mais que seja filho e neto das lendas, a Andretti não pode mais se dar ao luxo de apostar em um Marco que decaiu tanto e que não faz mais nada desde 2015. E, ainda que tenha sido o último campeão e também um vencedor de Indy 500, dono de bela carreira, Hunter-Reay também não é mais o futuro da Andretti.

Outro ponto a ser questionado é a quantidade de carros no grid. É muito bom, é lindo ver uma equipe com cinco pilotos no campeonato, mas está valendo a pena? Especialmente em 2020, a Andretti parece ser um claro exemplo de muito carro e pouca performance. E isso em todos os tipos de pista.

Com só um pódio em seis etapas, a temporada parece já ter ido embora para a tradicional equipe de uma das famílias mais famosas do automobilismo mundial, mas pode servir ainda de recomeço, já visando 2021. É hora da Andretti repensar algumas escolhas, especialmente em sua escalação, ou a realidade vai ser de brigar intensamente para ser terceira força, afinal, a McLaren e a RLL já deram seta.

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