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Johnson indica participação em ovais da Indy em 2022: "Mais perto do que nunca"

Multicampeão pela Nascar, Jimmie Johnson quer participar das corridas ovais da Indy na temporada 2022, mas ainda busca adaptação à categoria

7 out 2021 15h47
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Jimmie Johnson vai se aproximando da entrada nos ovais da Indy
Jimmie Johnson vai se aproximando da entrada nos ovais da Indy
Foto: Indycar / Grande Prêmio

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Com 20 temporadas de Nascar no currículo e sete títulos conquistados, Jimmie Jonhson continua em seu objetivo de participar dos circuitos ovais na Indy. Na última quarta-feira (06), o piloto participou do Rookie Orientation Program (ROP), programa direcionado aos estreantes da Indy 500. E apesar de não ter conseguido completar o teste por causa da chuva, o americano da Ganassi declarou estar com mais vontade ainda de entrar para os ovais em 2022.

"Definitivamente, aumentou [a vontade]. Acho que a vista que eu tive no Texas aumentou a vontade e me trouxe aqui", disse o piloto de 46 anos ao portal da revista britânica Autosport, relembrando a orientação que fez em agosto, no Texas Motor Speedway. "Meu interesse está no nível mais alto, certamente meu conforto [no carro] está no mais alto nível que já esteve. Dito isso, ainda tem muito trabalho entre agora e realmente ter sucesso nisso", afirmou.

Para completar o programa de treinamento, os pilotos precisam passar por três fases: na primeira, devem fazer 10 voltas entre 329 e 337km/h; na segunda, outras 15 entre 337 e 346km/h; e na terceira, outras 15 voltas acima de 346km/h. O veterano concluiu as duas primeiras, mas a chuva que caiu no circuito impediu que Johnson passasse pela terceira etapa.

Em 2021, o piloto não disputou os circuitos ovais da Indy, algo que ele considera mudar para o ano que vem. Em seu lugar, quem assumiu o cockpit do carro #48 foi o brasileiro Tony Kanaan, campeão da Indy em 2004. Inclusive, o americano afirmou anteriormente que o acordo com o baiano seria por dois anos, o que inclui a temporada 2022. Assim, caso o veterano decida correr nos ovais, Kanaan teria outro carro, nas palavras do próprio Johnson. No entanto, o heptacampeão da Nascar não garantiu estar pronto para efetuar a mudança ainda.

"Ainda não posso. Tenho que sair daqui hoje, ir para casa, sentar, abrir uma boa garrafa de vinho, talvez até pegar uma das garrafas do [Jimmy] Vasser que estão na prateleira", brincou, citando o chefe de equipe da antiga KV Racing. "Estou mais perto do que nunca. O piloto em mim está avaliando isso seriamente, mas ainda preciso sentar e ter essa conversa em casa", ressaltou.

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Jimmie Johnson em sua temporada de estreia na Indy (Foto: IndyCar)

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O piloto chegou a afirmar que teria sido mais fácil tomar a decisão de correr nos ovais na temporada 2021, pois hoje teria mais informações. Além disso, lembrou do acidente em Nashville - quando atingiu o muro em alta velocidade no warm-up - para ressaltar que a experiência lhe trouxe mais informações sobre a categoria, que Johnson afirma conhecer melhor agora.

"Agora que estou vendo, tem muito trabalho a ser feito. Mesmo que eu diga 'ei, todo mundo, estou dentro', ainda teremos muito trabalho a fazer para estarmos prontos. Por esse aspecto, teria sido mais fácil tomar essa decisão um ano antes. Mas eu precisei passar pelo que passei para ficar confortável no carro, acertar algumas paredes", disse.

"Acertar o muro e a 290km/h em Nashville - por mais que eu tenha odiado - me deu boas informações. Ver algumas batidas esse ano também, como o aeroscreen protegendo Ryan Hunter-Reay em Barber", revelou.

Johnson ainda disse estar conhecendo melhor o carro e suas características. Segundo ele, foi dentro da pista que o piloto começou a ter noções melhores do carro e de seus ajustes, que mudam a forma de pilotagem. O americano disse não se concentrar apenas em ser rápido, mas também em perceber na pista as alterações que foram feitas na configuração do carro.

"Uma vez que eu peguei a noção de passar marcha e reduzir marcha no decorrer da volta, a velocidade dos carros, a linha de direção, a técnica, até o comportamento do carro em diferentes curvas, se tornou tudo familiar para mim", afirmou. "Acho que corri umas 55 voltas, não só me preocupando em fazer os tempos mas percebendo as mudanças do carro. A diferença que faz uma alteração na asa traseira, na asa dianteira", encerrou.

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