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Herta resiste a investidas de Newgarden e vence GP de St. Pete. Dixon é 5º

Colton Herta dominou o GP de St. Pete e, mesmo com investidas de Josef Newgarden no fim, levou a vitória na pista de rua da Flórida. Simon Pagenaud completou o pódio, enquanto Scott Dixon foi quinto

25 abr 2021 15h35
| atualizado às 16h11
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Colton Herta venceu em St. Pete
Colton Herta venceu em St. Pete
Foto: IndyCar / Grande Prêmio

Colton Herta segurou Josef Newgarden nas voltas finais e, com o melhor ritmo a corrida toda, venceu o GP de St. Pete de 2021. Neste domingo (25), o jovem americano da Andretti comandou as ações quase que de ponta a ponta, levando o quarto triunfo da carreira e mantendo a escrita de vencer ao menos uma prova a cada temporada na Indy.

Newgarden ficou com a segunda colocação e não deve ter ficado insatisfeito, afinal, teve uma estreia bem complicada no Alabama, puxando um big-one na largada que envolveu o próprio Herta. Os dois primeiros, praticamente, estrearam na temporada em St. Pete.

Simon Pagenaud foi outro que reagiu depois de uma primeira prova ruim e fechou o pódio. Na sequência ficaram Jack Harvey e Scott Dixon, bem discreto, mas marcando pontos já suficientes para brigar firme pela dianteira do campeonato.

Takuma Sato, Marcus Ericsson e Will Power tiveram boas corridas de recuperação e fecharam em sexto, sétimo e oitavo, respectivamente. Rinus VeeKay e Sébastien Bourdais completaram o grupo dos dez primeiros. Romain Grosjean foi 13º, enquanto Álex Palou, vencedor em Barber, não passou de 17º.

A Indy volta para uma rodada dupla já na próxima semana, com corridas no sábado e no domingo no oval do Texas.

Colton Herta venceu em St. Pete
Colton Herta venceu em St. Pete
Foto: IndyCar / Grande Prêmio

Confira como foi o GP de St. Pete

Os carros deixaram os boxes às 13h35 (em Brasília), já com um drama inicial. Sébastien Bourdais, que garantiu o quinto lugar no grid de largada, teve problemas e ficou parado. A Foyt imediatamente passou a trabalhar em mexidas no #14, mas o francês já começava com a corrida comprometida, ainda que voltasse à posição original no grid.

A largada aconteceu às 13h40, com Colton Herta defendendo bem a liderança dos ataques de Jack Harvey, por fora, e de Josef Newgarden, por dentro. Simon Pagenaud até tocou de leve com Bourdais, mas seguiu em quarto, com Pato O'Ward e Dixon saindo um tanto lentos.

Alexander Rossi começou com tudo, pintando em sétimo já na segunda curva. O piloto da Andretti, no entanto, perderia lugar para Graham Rahal logo depois, com um passão de respeito do #15 por fora.

De pneus macios, Herta iniciava a corrida imprimindo ritmo forte, já abrindo 2s para Harvey em cinco voltas. Newgarden, de duros, era o terceiro, com Pagenaud em quarto, na mesma tática. Bourdais tinha macios, mas aparecia com o bico danificado pelo totó em Pagenaud e Newgarden na largada. Mais atrás, Dixon passava O'Ward, que não tinha boas primeiras voltas.

Conor Daly foi um dos primeiros a parar
Conor Daly foi um dos primeiros a parar
Foto: IndyCar / Grande Prêmio

Bem cedinho, com 10 voltas, Dalton Kellett, Conor Daly e Ed Jones já abriam a primeira janela de paradas, em uma tática um tanto quanto estranha. O pelotão vinha até próximo, mas as disputas não pegavam fogo, com exceção feita a VeeKay x Rahal, pela sexta colocação.

Ali pela volta 15, os pneus macios começavam a deixar Herta e Harvey na mão. Assim, Newgarden e Pagenaud iam tirando a diferença, colando mais no duo que comandava as ações. Foi quando Jimmie Johnson resolveu aparecer na corrida, de maneira pouco inspirada: preso na barreira de pneus depois de escapar.

Enquanto Herta tirava uma fina do muro, Will Power, Romain Grosjean, Felix Rosenqvist e outros nomes do fundo do grid foram aos boxes, já sabendo que, mais cedo ou mais tarde, o safety-car entraria para rebocar o carro de Johnson. Dito e feito, ajudando o pelotão final a ter a estratégia funcionando.

Enquanto Johnson voltava totalmente retardatário, outro problema durante a amarela: Max Chilton, muito lento, foi aos boxes, ficando um bom tempo com o carro sendo reparado. Outro que voltava aos boxes era Jones, mas para um abastecimento. Chilton, então, recolhia, com problemas mecânicos.

Johnson escapou na última curva em St. Pete
Johnson escapou na última curva em St. Pete
Foto: Indycar / Grande Prêmio

A relargada veio na volta 22, com os quatro primeiros seguindo na mesma ordem e Bourdais e VeeKay fritando violentamente seus pneus. Bom para Rahal, que tirou o holandês da frente e colou no francês. O top-10 ainda tinha Rossi, Dixon e O'Ward.

Um novo incidente acontecia com Takuma Sato se jogando em cima de James Hinchcliffe, que furou o pneu e teve de se arrastar até os boxes. Mais atrás, Grosjean e Power se tocavam, com o francês beijando o muro e repetindo o ato na curva seguinte.

Rossi conseguiu passar VeeKay depois de um leve toque entre os dois, mas a realidade era que o holandês ia sofrendo com a falta de ritmo e já virava alvo de Dixon, O'Ward, Sato, Ryan Hunter-Reay, Marcus Ericsson, Álex Palou e Scott McLaughlin. Dixon, inclusive, passava Rinus na volta 28.

O começo de corrida de O'Ward, definitivamente, não era bom. O mexicano passou VeeKay, mas errou na entrada da reta e foi engolido pelo pelotão. VeeKay, aliás, foi junto com Hunter-Reay aos boxes na volta 30, trocando os pneus macios que estavam bem desgastados.

Jack Harvey segurava o pelotão
Jack Harvey segurava o pelotão
Foto: IndyCar / Grande Prêmio

Até que demorou, mas Newgarden finalmente passava Harvey na volta 31, aproveitando a primeira curva e logo abrindo margem imensa para o britânico, que segurava um pelotão com Pagenaud, Bourdais, Rahal, Rossi e Dixon. Newgarden, por sua vez, aparecia 2s8 atrás de Herta. E ia tirando.

Harvey, Bourdais, Dixon e O'Ward faziam suas primeiras paradas no 34º giro, com Herta e Newgarden seguindo o mesmo no giro seguinte. Pagenaud e Rossi foram aos boxes na 36, o que deixou Palou na liderança provisória. Na volta à pista, confusão total: Rahal e Rossi se encontraram fortemente, com os dois carros espalhando e o #27 da Andretti ficando atravessado.

Estranhamente, a direção de prova não deu bandeira amarela e Rossi conseguia voltar exatamente entre Herta e Newgarden e acabou atrapalhando bastante o piloto da Penske, que perdia contato com o líder da corrida. Alexander até foi aos boxes para reparos, mas já retornava duas voltas atrás.

Passado o tumulto e com todo mundo nos boxes, a corrida chegava na volta 42 com Herta tendo 6s0 de frente para Newgarden, 11s1 para Pagenaud, 12s1 para Harvey e 14s1 para Dixon. Sato, Bourdais, VeeKay, Ericsson e McLaughlin completavam o top-10, com Rahal despencando para 19º.

Herta seguia imprimindo um tremendo ritmo com os pneus duros, os mesmos que Newgarden usava, mas não conseguia acompanhar tão de perto o rival. Dos ponteiros, o primeiro de macios era Sato, que colava de vez em Dixon para tentar um top-5.

Quem fazia uma corrida especial era Ericsson. Saindo do fundo do pelotão, o sueco seguia ganhando terreno, levava a oitava colocação de VeeKay e já colava em Bourdais na busca pelo sétimo posto. O grupo continuava compacto e a corrida interessante, ainda que Herta levasse boa margem para Newgarden na frente.

Enquanto Herta colocava uma volta em cima de Hinch e de Kellett, Ericsson limpava Bourdais da frente. O próximo alvo do sueco era Sato e, com o ritmo do #8, não parecia absurdo pensar que Marcus chegaria em poucas voltas. Restavam 40 para o fim e, teoricamente, mais uma parada para todo mundo.

Enquanto Herta tinha 9s4 de frente para Newgarden, que vinha com 7s8 de vantagem para Pagenaud. A partir do francês, porém, a briga pegava fogo, com Harvey, Dixon, Sato e Ericsson, todos andando muito próximos no fim do stint. O mesmo acontecia na disputa pelo nono lugar de VeeKay, que se arrastava até Grosjean, o 16º.

Marcus Ericsson fez ótima corrida de recuperação
Marcus Ericsson fez ótima corrida de recuperação
Foto: IndyCar / Grande Prêmio

Hunter-Reay abria a última janela de paradas na volta 64, com VeeKay fazendo o mesmo. Era questão de tempo para que os líderes seguissem o caminho. Sato, Bourdais, McLaughlin, Grosjean e O'Ward faziam o pit-stop final antes de Herta e Newgarden, que novamente paravam juntos, na volta 68. Pagenaud, Harvey e Ericsson acompanharam e Dixon assumia a liderança provisória.

Scott fazia seu último pit-stop, voltava para a pista e lá aparecia Kellett com o carro parado na área de escape. Com 30 voltas para o fim, Herta liderava com 9s4 para Newgarden e 17s1 para Pagenaud. Harvey, Dixon, Sato, Ericsson, Bourdais, McLaughlin e VeeKay vinham completando o top-10.

Aí que Johnson resolvia aparecer de novo e botar emoção na corrida. O #48 rodou e encontrou o muro, quebrando o bico e, mesmo voltando para a pista, causando a entrada do safety-car. Era a chance da prova abrir de novo, com o pelotão sendo reagrupado.

A relargada foi feita na volta 77 e Newgarden embutiu em Herta, começando a desenhar um duelo para os giros derradeiros. Pagenaud buscava acompanhar, enquanto que Harvey já ficava e se descolava da briga. Espantava a total falta de ritmo de O'Ward, que já despencava para 16º.

Ed Jones chamou amarela no fim
Ed Jones chamou amarela no fim
Foto: IndyCar / Grande Prêmio

Foi aí que veio mais uma intervenção do safety-car. O patrocínio da vez era de Jones, que dava uma paulada em Hinchcliffe, atravessava na pista e ainda acabava acertado por O'Ward. Por um milagre, só o #18 da Dale Coyne ficou pelo caminho, ou seja, mais tensão para os minutos finais.

O'Ward, pelo contato com Jones, precisou trocar o bico, estragando ainda mais uma corrida que já era extremamente problemática. O mexicano lutava, então, para não sair do top-20, uma tremenda decepção.

A bandeira verde voltou com 18 voltas para o final, com novamente Herta segurando bem os ataques de Newgarden. Power, em boa reação, saltava de 20º no grid para décimo, superando o companheiro McLaughlin. Pouco depois, lá estava de novo o australiano, passando VeeKay para ser nono.

Herta e Newgarden entravam em um duelo mano a mano, descolando de Pagenaud, mas separados por meros 0s6. Cada um encaixava uma volta rápida em momentos diferentes e, assim, iam mantendo mais ou menos a mesma margem de distância, mas com promessa de emoção total.

Will Power teve excelente reação
Will Power teve excelente reação
Foto: IndyCar / Grande Prêmio

A recuperação de Power continuava firme e forte. O australiano passava Bourdais e puxava VeeKay junto, derrubando o francês da Foyt para a décima colocação. Dixon seguia apertando Harvey em busca do quarto lugar, enquanto Ericsson tentava o sexto lugar de Sato.

No fim, Herta foi conseguindo um respiro para cima de Newgarden e teve como controlar a vantagem para vencer sem maiores sustos nos giros finais. Pagenaud fechou o pódio, com as demais posições no top-10 mantidas. A única mudança era com Palou, que tinha problemas e terminava nos boxes, só em 17º.

Indy 2021, GP de St. Pete, Final:

1 C HERTA Andretti Honda 1:51:51.412 100 voltas
2 J NEWGARDEN Penske Chevrolet +2.493  
3 S PAGENAUD Penske Chevrolet +6.150  
4 J HARVEY Meyer Shank Honda +8.083  
5 S DIXON Ganassi Honda +8.950  
6 T SATO RLL Honda +11.680  
7 M ERICSSON Ganassi Honda +11.939  
8 W POWER Penske Chevrolet +13.236  
9 R VEEKAY Carpenter Chevrolet +13.719  
10 S BOURDAIS Foyt Chevrolet +15.995  
11 S McLAUGHLIN Penske Chevrolet +17.593  
12 F ROSENQVIST McLaren Chevrolet +18.564  
13 R GROSJEAN Dale Coyne Honda +22.728  
14 R HUNTER-REAY Andretti Honda +24.128  
15 G RAHAL RLL Honda +24.793  
16 C DALY Carpenter Chevrolet +48.160  
17 A PALOU Ganassi Honda +1 volta  
18 J HINCHCLIFFE Andretti Honda +1 volta  
19 P O'WARD McLaren Chevrolet +1 volta  
20 E JONES Dale Coyne Honda +1 volta  
21 A ROSSI Andretti Honda +2 voltas  
22 J JOHNSON Ganassi Honda +5 voltas  
23 D KELLETT Foyt Chevrolet +33 voltas NC
24 M CHILTON Carlin Chevrolet +82 voltas NC
25 D KELLETT Foyt Chevrolet +2 voltas  

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