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GUIA 2021: Enzo Fittipaldi e Porto salvam presença brasileira no Road to Indy

Outrora reduto de uma série de jovens talentos brasileiros, o Road to Indy chega esvaziado em 2021 em representantes do país, seguindo uma tendência dos últimos anos. No entanto, os dois que lá estão devem brigar por coisas grandes: Enzo Fittipaldi, na Pro 2000, e Kiko Porto, na USF2000

15 abr 2021
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Enzo Fittipaldi passa a correr na Road to Indy pela RP
Enzo Fittipaldi passa a correr na Road to Indy pela RP
Foto: Reprodução / Grande Prêmio

O Road to Indy é um dos programas historicamente mais eficientes de revelação de talentos e, por isso, Enzo Fittipaldi e Kiko Porto lá estão em 2021. Acontece, porém, que a escada de desenvolvimento de pilotos até a Indy tem tido seus problemas, com custos um pouco maiores que o normal, equipes passando por dificuldades e até o cancelamento da Indy Lights em 2020. Isso se reflete na atual temporada, em que o Brasil vai ter apenas dois jovens em um programa que busca voltar a ter o protagonismo de alguns anos atrás.

O Road to Indy segue indiscutivelmente sendo mais viável do que uma formação na Europa. Passar por USF2000, Pro 2000 e Indy Lights é bem menos custoso do que fazer F4, F-Regional, F3, F2 e por aí vai. Há, ainda, o sistema de bolsa para os campeões das categorias americanas, o que garante a promoção automática de uma classe para outra e até da Lights para a Indy em algumas corridas do ano seguinte.

GUIA INDY 2021

Por isso, mesmo que a Lights tenha enfrentado um hiato em 2020 por grave crise financeira turbinada pela pandemia de Covid-19, o Road to Indy segue bastante prestigiado e com grids bem fortes nas três categorias. O baixo número de brasileiros se explica muito mais pelo momento econômico do país e as possibilidades maiores no turismo, com a Stock Car, do que por qualquer outra coisa.

Kiko Porto, ao lado de Enzo Fittipaldi, são os brasileiros no Road to Indy 2021
Kiko Porto, ao lado de Enzo Fittipaldi, são os brasileiros no Road to Indy 2021
Foto: USF2000 / Grande Prêmio

Assim, Fittipaldi e Porto chegam como as esperanças brasileiras no programa de formação. E, talentosos como são, não devem servir de coadjuvantes. Na Pro 2000, Enzo aparece como um dos quatro principais favoritos ao título em uma primeira análise, enquanto que Kiko surge entre os três mais fortes da USF2000.

Começando pela USF2000, que é o primeiro degrau da escada rumo à Indy, Kiko entra como um dos candidatos reais ao título por estar na boa equipe DEForce, mas, principalmente, pelo que mostrou em 2020. Mesmo ausente de cinco corridas por questões relacionadas ao coronavírus, o pernambucano de 17 anos foi décimo no geral, fez quatro pódios e até corrida venceu, na rodada final, em St. Pete.

Além de Porto, Michael d'Orlando, que foi quarto colocado em 2020, e Christian Brooks, que terminou o ano passado em quinto, surgem como postulantes reais também ao caneco. Myles Rowe é também um nome a ser acompanhado de perto, afinal, é o primeiro piloto do programa de inclusão, com a equipe afro-americana Force Indy.

Enzo Fittipaldi trocou a F3 pela Pro 2000, enquanto Kiko Porto segue na USF2000
Enzo Fittipaldi trocou a F3 pela Pro 2000, enquanto Kiko Porto segue na USF2000
Foto: Divulgação / Grande Prêmio

Na Pro 2000, por mais que estivesse na Europa até o ano passado, Fittipaldi chega naturalmente como um candidato forte ao título. O piloto de 19 anos é talentoso, passou pela Academia da Ferrari, teve experiência de F3 e vai defender a Andretti no campeonato. Lá, porém, o sarrafo é mais alto do que na USF2000 e alguns nomes merecem bastante respeito.

O primeiro ali é o americano Braden Eves. Campeão dominante da USF2000 em 2019, o piloto começou mais ou menos na Pro 2000 ano passado, mas, justamente quando se recuperava e parecia capaz de brigar pelo título, sofreu um fortíssimo acidente em Indianápolis. A ver como se tratou da pancada, mas, inteiro, é favorito.

Vice de Eves na USF2000 em 2019, o neozelandês Hunter McElrea também é nome forte, ainda que tenha sido apenas quinto colocado no ano passado. Por fim, mas não menos favorito, Christian Rasmussen, que varreu a USF2000 em 2020 e, por isso, entra cheio de moral no degrau acima. São três concorrentes fortes para Enzo.

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A maior concentração de talentos está na Indy Lights e nem poderia ser diferente. Logo de cara se destaca Kyle Kirkwood, o maior fenômeno do Road to Indy nos últimos anos, campeão da USF2000 2018 e da Pro 2000 2019 quase que sem perder corridas, um aproveitamento absurdo. É o grande favorito e nome quase certo na Indy em 2022.

Sting Ray Robb mudou de patamar e varreu a Pro 2000 no ano passado, também chegando como um candidato bem forte. Depois de passagem apagada pela Europa, Devlin DeFrancesco foi vice na Pro 2000 e parece ser um novo piloto. Ainda podem brigar nomes como Linus Lundqvist, Danial Frost e Alex Peroni.

O Road to Indy abre a temporada junto com a Indy, com corridas já no fim de semana, na etapa do Alabama.

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