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Grosjean acha "estranha" ordem de Masi em Abu Dhabi, mas apoia: "Decisão correta"

Romain Grosjean saiu em defesa do diretor de provas da FIA, Michael Masi, na polêmica que tomou conta do GP de Abu Dhabi de 2021, que marcou o título de Max Verstappen

17 jan 2022 13h08
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Romain Grosjean defendeu o diretor de prova Michael Masi
Romain Grosjean defendeu o diretor de prova Michael Masi
Foto: IndyCar / Grande Prêmio

COMO MERCEDES E RED BULL INFLUENCIARAM A F1 2021?

A polêmica decisão da temporada 2021 da Fórmula 1, que terminou com o título mundial de Max Verstappen, ainda repercute entre as personalidades da maior categoria do automobilismo — principalmente por aqueles que já deixaram o paddock. E foi a vez de Romain Grosjean, ex-piloto de F1 e atualmente na Indy, opinar sobre a controvérsia gerada pelas decisões do diretor de provas da FIA, Michael Masi.

Em uma semana na qual a ausência de Masi no organograma da entidade passou a ser amplamente discutida, Grosjean saiu em defesa do diretor de prova ao alegar que a corrida final da temporada não deveria terminar em regime de safety-car.

"Foi estranho que nem todos os retardatários puderam tirar suas voltas, mas por outro lado seria estranho acabar com o safety-car", opinou o francês. "De certa forma, o Masi tomou a decisão correta", completou.

Michael Masi esteve no centro da polêmica sobre o GP de Abu Dhabi (Foto: FIA)

No fatídico GP de Abu Dhabi de 2021, uma batida de Nicholas Latifi na reta final da corrida fez com que a direção de prova optasse pela entrada do safety-car na pista, em momento que Lewis Hamilton liderava e ia garantindo o título.

Após determinar que os retardatários não poderiam tirar suas voltas em relação aos ponteiros, Masi mudou de ideia e permitiu que apenas os carros entre Hamilton e Verstappen o fizessem. Assim, após ser chamado pela Red Bull para ir aos boxes e colocar pneus macios novos, 'Super Max' superou Hamilton na relargada — na última volta — para se tornar o primeiro holandês campeão da Fórmula 1 na história.

A decisão do diretor de prova de permitir a relargada apenas na última volta, a mudança de ideia na passagem dos retardatários e o fato de não ter seguido à risca o regulamento na retirada do safety-car da pista fizeram com que Masi se tornasse um dos protagonistas da disputa pelo título da categoria.

Apesar da polêmica, Max Verstappen celebrou seu primeiro título mundial (Foto: Red Bull Content Pool)

Mas Grosjean não falou apenas sobre Fórmula 1, e em uma coletiva de imprensa da Indy, naturalmente o foco foi o segundo ano do piloto na categoria — o primeiro na Andretti. O veterano vê sua temporada de estreia na Dale Coyne, em 2021, como um ano de adaptação e prevê brigas maiores no pelotão em 2022.

"Ano passado foi para conhecer o carro, as pistas, o estilo americano de vida. Agora é diferente", afirmou. "Vim até com minha família para morar na Flórida. Quero andar na frente, brigar pela pole, pela vitória", animou-se Grosjean.

"As coisas mudaram de um ano para cá", continuou. "Antes, me faziam perguntas mais genéricas, coisas que não sabia responder, como falar sobre o procedimento do safety-car, coisas básicas. Agora, vocês têm me perguntado sobre vitórias, título", completou.

Romain Grosjean trocou a Dale Coyne pela Andretti e quer brigar por vitórias em 2022 (Foto: IndyCar)

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Por fim, o piloto ainda comentou sobre a qualidade e o equilíbrio presente no grid da Indy e o horário das corridas, ideal para o público europeu. Grosjean ainda levantou a ideia de uma série sobre a categoria, nos moldes do que a F1 fez com 'Drive to Survive' na Netflix e a Fórmula E seguiu com 'Unplugged' em seu canal próprio no YouTube.

"Agora a Indy vai ser transmitida em um horário bom para a Europa assistir, por volta de 18h, 19h", explicou. "Não é a Fórmula 1, mas vamos mostrar uma categoria muito emocionante. Estar ao vivo com todas as corridas e ter uma série, como a da Netflix, seria um conteúdo bacana", encerrou.

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