PUBLICIDADE

Dixon prova do próprio veneno com Palou e precisa sair da zona de conforto em 2022

Scott Dixon finalmente voltou a ter um companheiro de equipe que batesse de frente e acabou superado, com Álex Palou se sagrando campeão da temporada 2021. Para o ano que vem, o neozelandês já vai ter de olhar para a briga interna antes de qualquer coisa

3 nov 2021 04h17
ver comentários
Publicidade
Scott Dixon e Álex Palou criaram relação de amizade e respeito: vão seguir assim?
Scott Dixon e Álex Palou criaram relação de amizade e respeito: vão seguir assim?
Foto: Indycar / Grande Prêmio

Scott Dixon não é mais soberano na Ganassi desde que Álex Palou chegou ao time. Depois de quase uma década reinando absoluto na equipe, após a aposentadoria de Dario Franchitti, agora o veterano tem um companheiro que não é só muito bom: já é campeão.

E tudo deixa o cenário ainda mais, digamos, cruel, porque Palou chegou ao time comendo quieto, prometendo disputar as primeiras posições, mas sempre exaltando Dixon, dizendo que o neozelandês seria inspiração, quase um mentor. Pois o catalão superou o mestre logo na primeira temporada.

O jeito como Palou pegou Dixon no contrapé pode ser justificado de diversas formas. A primeira é que Scott não lembrava mais como era ter um duelo interno assim, afinal, desde a saída de Franchitti, só em 2016 que foi apertado dentro do time, então por Tony Kanaan. Mesmo assim, era um ano de baixa da Ganassi, longe da briga pelo título.

Scott Dixon sofreu com a chegada de Álex Palou (Foto: IndyCar)

Em 2021, não. Pelo contrário. A Ganassi teve, na maior parte do ano, o melhor carro do grid. Com a Penske em uma temporada atipicamente ruim, tudo levava a crer que Dixon seria campeão. Só que Álex, desde a primeira corrida do campeonato, fez questão de se mostrar uma força relevante na parada. E acabou levantando o caneco.

No processo da construção da campanha vencedora de Palou, aliás, Dixon quase nem pareceu um fator. Na maior parte do ano, o jovem piloto batalhou com Josef Newgarden e Pato O'Ward, mas pouquíssimo com o companheiro de time. Totalmente atípico para quem se acostumou em estar no topo por tanto tempo.

Dixon tem 41 anos, seis títulos na Indy e é, sem dúvida alguma, uma das maiores lendas da história da categoria. Também por isso, não resta dúvida de que não vai querer passar os últimos anos da carreira atrás de Palou. Depois de uma primeira temporada pego no contrapé, é hora de reagir.

Álex Palou foi campeão da Indy 2021 (Foto: IndyCar)

Parece claro que Scott vai precisar fazer algo muito diferente do que vinha fazendo nos últimos anos, é hora de sair da zona do conforto. Ser eficiente, cerebral, técnico, tudo isso é ótimo, mas Palou parece também ser capaz disso. Vai ter de ir para o confronto direto também.

A boa relação no time não deve mudar. Palou admira e respeita Dixon, os dois se gostam, se dão bem. Mesmo assim, a disputa é necessária. Para Dixon, 2021 precisa servir de aprendizado. Por mais incrivelmente bom que seja, Scott também vai precisar levar a melhor internamente. É um novo desafio para o hepta, um desafio interno.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2

Grande Prêmio
Publicidade
Publicidade