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Atuação de gala em vitória em Detroit comprova: O'Ward é maior nome da Indy 2021

Novo líder do campenato após Detroit, Pato O'Ward foi o primeiro a vencer duas vezes na Indy em 2021 e, por mais que isso não signifique muita coisa em termos de favoritismo, indica bem quem é o melhor piloto da temporada até aqui

13 jun 2021 19h59
| atualizado às 20h02
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Pato O'Ward é o grande piloto da Indy em 2021
Pato O'Ward é o grande piloto da Indy em 2021
Foto: IndyCar / Grande Prêmio

Pato O'Ward venceu o GP de Detroit 2 e é o novo líder da temporada 2021 da Indy. Mas, neste domingo (13), o que menos fica é a classificação do campeonato, por maior que seja o feito de Pato com sua McLaren. É, no fim das contas, a coroação, ao menos momentânea, de quem vem sendo o melhor piloto do ano na categoria.

É bastante simbólico que O'Ward finalmente vire líder da Indy depois do GP de Detroit 2. Afinal, não combinaria com o estilo do mexicano alcançar o topo em uma prova modorrenta, sem maiores emoções. Nada disso: precisava ser em uma corrida caótica e, principalmente, em uma atuação de gala de um dos melhores jovens do automobilismo mundial.

Pato se transformou no primeiro a vencer duas vezes na equilibradíssima temporada 2021. Pole no sábado, até foi ao pódio, mas parecia que estava escrito que a liderança só viria de forma mais épica. Foi assim que aconteceu neste domingo, a partir de uma classificação muito ruim em que largou só em 16º.

Pato O’Ward vibra com o triunfo memorável
Pato O’Ward vibra com o triunfo memorável
Foto: IndyCar / Grande Prêmio

O brilho veio nas últimas sete voltas da corrida. O mexicano relargou em quinto após amarela causada por Romain Grosjean e colocou a faca entre os dentes. Na primeira curva, mergulhou e passou Graham Rahal. Na seguinte, deixou Álex Palou comendo poeira.

Em quatro voltas, Colton Herta já havia ficado para trás e Josef Newgarden, que parecia dono da corrida desde a classificação, ficava pelo caminho, com direito a toque e tudo. O'Ward não mediu esforços, foi rápido e ousado na medida certa e venceu de forma tão improvável quanto justa.

Pensando em campeonato, a representatividade da liderança parcial é muito pequena ou quase nula. Como dissemos no texto depois da corrida 1: ninguém tem conseguido passar minimamente segurança alguma de que vai para a ponta e de lá não sairá mais. Foi assim com Palou, até com Scott Dixon. É difícil crer que Pato não perca mais a dianteira.

Pato O’Ward festeja a vitória em Detroit com o tradicional banho na fonte
Pato O’Ward festeja a vitória em Detroit com o tradicional banho na fonte
Foto: Arrow McLaren SP / Grande Prêmio

E isso se deve muito à irregularidade que praticamente o grid inteiro tem enfrentado. Ao mesmo tempo em que O'Ward tem seis top-4 em oito corridas, ficou duas vezes atrás da 15ª colocação. E isso também vai para as classificações: são duas poles, mas também quedas em primeiras fases, não há ali uma regularidade.

Mas aqui vamos deixar um pouco de lado o campeonato. Nem tudo se resume aos pontos, afinal. O fato é que Pato tem sido o melhor piloto do campeonato. Se não é indiscutivelmente o mais regular, é quem mais tem tido momentos de brilhantismo, quem mais vai arrancando suspiros do público e criando uma legião de fãs ao melhor estilo Juan Pablo Montoya, já que estamos falando de latino-americanos arrojados na McLaren.

Se isso vai dar em título? Difícil saber, impossível cravar, mas que O'Ward siga sempre assim. Mais do que não perder a liderança, o mexicano não pode perder a essência. Com meio campeonato pela frente, nada de pensar muito em administrar por causa dos pontos porque, como já vimos no histórico da Indy, isso não costuma dar certo.

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