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Alonso condiciona nova participação na Indy 500 a motivação e chances de vitória

Fernando Alonso deixou em aberto a possibilidade de voltar a tentar vitória na Indy, completando a tão sonhada Tríplice Coroa. O espanhol não quer tentar "só por diversão"

16 abr 2021
04h03 atualizado às 05h08
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Depois de dois anos fora, Fernando Alonso está de volta à Fórmula 1
Depois de dois anos fora, Fernando Alonso está de volta à Fórmula 1
Foto: Alpine F1 Team / Grande Prêmio

O retorno à Fórmula 1 como piloto da Alpine cria uma interrogação a respeito do futuro de Fernando Alonso: o que será dos esforços de vencer as 500 Milhas de Indianápolis e completar a Tríplice Coroa? Questionado a respeito da possibilidade de voltar a Indianápolis, Alonso deixou tudo em aberto e afirmou: "Se eu não disputar novamente, é porque não me sinto motivado para isso".

Durante entrevista coletiva às vésperas do GP da Emília-Romanha, que acontece neste final de semana em Ímola, Alonso comentou a respeito do sonho de vencer a Indy 500: "Acho que todos nós temos diferentes opiniões e pontos de vista sobre como correr e atingir objetivos. Com certeza, o que outras pessoas falam a respeito dos seus objetivos e sonhos não deve afetar sua maneira de enxergar as coisas. Então, se eu fizer isso [Indy 500] de novo, será motivado pelo sonho da Tríplice Coroa ou para conseguir a vitória. Esse não é um tipo de corrida que vocês faz apenas por diversão", seguiu.

"Eu não sei se farei de novo ou não [a Indy 500]. Caso eu não faça, não será porque alguém disse que não tenho chances de ganhar. Vocês sabem, se eu não disputar novamente, é porque não me sinto motivado para isso", completou o espanhol de 39 anos.

Bicampeão mundial de Fórmula 1, Fernando Alonso chocou o mundo em 2017 ao anunciar que correria a Indy 500. Depois, voltou à F1 até 2018, disputou as 500 Milhas mais duas vezes e agora está novamente no grid da F1, com a Alpine
Bicampeão mundial de Fórmula 1, Fernando Alonso chocou o mundo em 2017 ao anunciar que correria a Indy 500. Depois, voltou à F1 até 2018, disputou as 500 Milhas mais duas vezes e agora está novamente no grid da F1, com a Alpine
Foto: IndyCar / Grande Prêmio

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Alonso, que venceu o GP de Mônaco em 2006 e 2007 e as 24 Horas de Le Mans em 2018 e 2019, já tentou em três oportunidades vencer as 500 Milhas de Indianápolis, em 2017, 2019 e 2020. O sucesso não veio, com o melhor resultado sendo o 21° lugar na tentativa mais recente. Um ano antes, nem se classificou para a prova. Tais contratempos o impediram de igualar Graham Hill, que segue sendo o único piloto a completar a façanha.

Retornando à F1 após mais de dois anos fora da categoria, Alonso relembrou sua passagem por outros campeonatos no período, como a Indy, Mundial de Endurance e o Rali Dakar, elencando as diferenças que percebeu nos outros ambientes. "Tem muitas coisas que você aprende em suas experiências longe da Fórmula 1, pois é uma categoria muito fechada em seu próprio mundo. Você repete a mesma coisa a cada duas semanas, a mesma rotina. Seu estilo de guiar acaba virando o mesmo conforme os anos passam. Você apenas segue as instruções da sua equipe para otimizar a performance do carro e de sua pilotagem. Então eles vão te dizendo o que fazer, onde poupar pneus, onde poupar energia da bateria, como aquecer os pneus antes da largada. Tudo é muito controlado, você não possui liberdade para improvisar em muitas coisas durante um final de semana de Fórmula 1", seguiu.

"Creio que nas corridas de endurance, você dá mais de você do que em qualquer outro carro de corrida, de certa forma. Você encontra tráfego em locais diferentes, em voltas diferentes, em tempos diferentes do dia, a cada volta e a toda vez que você entra no carro. Você tem que dividir muitas informações com seus companheiros de equipe, tem muito mais trabalho em equipe no endurance do que na F1. Então, há coisas que você aprende e leva consigo, abordando de formas diferentes suas aventuras no automobilismo"

"E é o mesmo na Indy. Acho que o nível de detalhamento que você tem que alcançar em termos de configuração e preparação para a Indy 500 é muito maior do que qualquer corrida de Fórmula 1, pois os carros são os mesmos e qualquer mínimo detalhe pode afetar sua maneira de pilotar, a performance e as oportunidades de ultrapassar. Você tem de antecipar muitas coisas que acontecerão nas duas ou três voltas seguintes. Tem muitas lições que você pode tirar de diferentes categorias para aplicar na Fórmula 1 ou no futuro", concluiu o espanhol.

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