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Baptista/ Albuquerque vencem Porsche Endurance 500 e dupla Hellmeister/Seripieri garante o campeonato

1 dez 2019
01h03
atualizado às 03h05
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O capítulo final dos primeiros 15 anos de história da Porsche Império Cup foi uma celebração histórica em Interlagos. Depois de 500 km de muita emoção e outro tanto de drama, com pista seca e molhada, a dupla do carro #4 recebeu a bandeirada em primeiro lugar. Foi uma reviravolta formidável para Vitor Baptista e Filipe Albuquerque, que viram o carro perder uma roda na volta de apresentação e largar do fundo do grid na prova de 117 voltas.

Foto: Luca Bassani
Foto: Luca Bassani
Foto: F1Mania

O título de endurance da temporada 2019 ficou com a dupla do carro #31, Luca Seripieri e Alan Hellmeister. Eles cruzaram a linha de chegada em quarto lugar no geral, levantando também o campeonato da classe GT3 Cup nas corridas de longa duração.

Em segundo lugar na prova deste sábado ficou o carro #1, de Werner Neugebauer e Ricardo Zonta. Com a somatória dos pontos do campeonato de sprint, Werner foi também coroado como o campeão overall de 2019.

Na classe 3.8 também não faltou emoção. Foram vários carros se revezando na liderança da categoria, com um deles provisoriamente assumindo inclusive a ponta da corrida. No fim do dia, prevaleceu o #83, do trio Gaetano di Mauro, Maurizio e Marco Billi. A dupla Chico Horta/William Freire terminou em segundo lugar, mas quem levantou o campeonato das corridas de longa duração foram Leo Sanchez e Átila Abreu -foi o primeiro campeonato deles com os carros de competição mais produzidos no planeta e também o primeiro título das carreiras de ambos correndo de carro. Já o título overall ficou com Chico Horta, catapultado também por resultados consistentes no certame de sprint.

Na classe 3.8 Sport a coroa da prova e do campeonato ficou com a dupla Cesar Urnhani/Nelsinho Marcondes.

A jornada derradeira da temporada 2019 marcou ainda a realização do Sportscar Together Day, em conjunto com a Porsche Brasil. A celebração mandou nada menos que 270 carros da marca para a pista, uma imagem marcante para uma temporada inesquecível.

Mais uma vez Interlagos recebeu cerca de 10 mil espectadores, para fechar com chave de ouro a primeira temporada em que a Porsche Cup Império operou arquibancadas em todas as etapas.

Todos os campeões de 2019
4.0
Endurance
Carrera Cup: Luca Seripieri e Alan Hellmeister
GT3 Cup: Luca Seripieri e Alan Hellmeister

Sprint
Carrera Cup: Marçal Müller
GT3 Cup: Rodrigo Mello

Overall
Werner Neugebauer

3.8
Endurance
Carrera Cup: Leo Sanchez e Átila Abreu
GT3 Cup: Leo Sanchez e Átila Abreu
Sport: Cesar Urnhani e Nelsinho Marcondes

Sprint
Carrera Cup: Enzo Elias
GT3 Cup: Fran Lara

Overall
Chico Horta

A corrida
Na volta de apresentação, o carro #4, de Filipe Albuquerque, perdeu a roda dianteira esquerda, e o português precisou ir aos boxes antes mesmo da largada. A direção de prova determinou uma volta de apresentação a mais, o que permitiu a Albuquerque colocar a roda e alcançar o pelotão. Porém, o carro partiu do fim do grid.

A largada transcorreu sem incidentes, com Esteban Guerrieri mantendo a ponta com o carro #444 à frente de Ricardo Baptista (#27), Miguel Paludo (#7), Werner Neugebauer (#1) e JP Mauro (#270). Na segunda volta, JP passou Neugebauer e subiu para quarto. Nas primeiras voltas, Felipe Nasr e Sérgio Jimenez avançaram no pelotão, este de 14º para 11º.

Em seguida, o carro #27 passou reto no Laranjinha, permitindo a Paludo assumir a segunda colocação. Mais atrás, Guilherme Salas avançava com o carro #20 ao nono lugar. Após a escapada, Baptista conseguiu chegar aos boxes mas fora da janela obrigatória, o que lhe obrigaria a retornar mais tarde para que todas as paradas mandatórias fossem cumpridas.

Salas continuou escalando o pelotão e chegou ao terceiro lugar na quinta volta, enquanto Jimenez também já subia para quinto. Na classe 3.8, Renan Guerra liderava à frente de Chico Horta e Maurizio Billi. Ayman Darwich era o líder na classe Sport.

A briga pelos primeiros lugares esquentou, com Jimenez passando JP no "S" do Senna. Ao mesmo tempo, Salas encostou em Paludo, e este partia para cima de Guerrieri. Na sétima volta, Salas fez uma manobra espetacular e passou de terceiro para primeiro. Na volta seguinte, Jimenez passou Paludo por fora e assumiu o terceiro lugar. Na ponta, Salas abria vantagem, e na 3.8 Guerra também liderava com segurança.

Jimenez passou por Guerrieri, mas Salas já livrava mais de dois segundos na liderança. Mais atrás, houve o contato entre os carros #87 e #15, mas ambos continuaram na competição. Logo na abertura da janela de box, nona volta, o carro #1 de Werner entrou nos pits, e à equipe e decidiu mudar para o reserva. Na frente, Salas seguia firme na ponta, e JP passou por Paludo. Nasr já subia para sexto.

Em décimo lugar, o carro #33 também entrou cedo nos boxes, na volta 11, e fez uma estratégia diferenciada em relação aos adversários. Com meia hora de corrida, nenhum dos 17 primeiros colocados havia feito a primeira parada. Os primeiros continuavam sendo Salas, Jimenez, Guerrieri, JP e Paludo. Jimenez liderava na classe GT3, e Guerra, em 13º, era o primeiro na 3.8, com o mesmo ritmo de alguns carros da 4.0.

Entre os que já haviam feito a primeira parada, os destaques eram os carros #5, de Sylvio de Barros e Cacá Bueno, o #1, que perdeu pouco tempo na parada, e o #100, com Gabriel Casagrande – a dupla perdeu apenas 0s6 em relação ao tempo mínimo de seis minutos para a primeira parada mandatória.

Na abertura da volta 21, Salas levou o carro aos boxes, e Jimenez assumiu a ponta. Na 3.8, Renan Guerra seguia ponteando à frente de Fernando Fortes, Maurizio Billi e Nelsinho Marcondes, que liderava na Sport. Com pista livre, Jimenez já abria sete segundos sobre Guerrieri na liderança – o piloto também liderava na classe GT3 com a máquina #29.

Renan Guerra levou o carro #45 para os pits na abertura da volta 23 quando já era o oitavo no geral. Pedrinho Aguiar voltou para a pista com o carro #20 depois de 6m02 de parada obrigatória – eles eram o 15º no geral. Na mesma volta 25, Jimenez entrou nos boxes, e Guerrieri reassumiu a ponta, com Nasr em terceiro. Filipe Albuquerque já era o quarto, à frente de Adalberto Baptista. Pela 3.8, nessa altura, a liderança era de Fernando Fortes no carro #32, em oitavo no geral.

Na marca de 45 minutos, Guerrieri, Nasr, Albuquerque, Adalberto Baptista, Billi e Marcondes eram os únicos pilotos que ainda não haviam entrado nos boxes. Já Paulo Totaro levou o carro #45 para os boxes pela segunda vez depois de apenas três voltas. Guerrieri em primeiro, Nasr em segundo, e Baptista em terceiro eram os únicos 4.0 sem paradas após 50 minutos de corrida, mas estes andavam na casa de 1m39, e outros pilotos que já haviam parado estavam na casa de 1m38. Os carros que já haviam tomado uma volta vinham descontando essa volta.

Enquanto isso, na volta 30, o carro de Rodrigo Mello fez contato com o #32 de Fernando Fortes, que se arrastou para os boxes com o carro andando de lado. Guerrieri entrou nos boxes com 31 voltas completadas, e Nasr, Adalberto e Billi, líder da 3.8, seguiam na pista. Baptista parou na volta 33, e Nasr entrou na volta seguinte, sendo o carro que mais alongou o primeiro stint. Com uma hora de corrida, o líder era Nasr, que estava parado nos boxes.

Após um stint muito sólido, o carro #100 foi o primeiro a entrar para a segunda janela de pit stop, com Casagrande em quinto no geral. Na cabeça da corrida, após a primeira rodada de pits, Alan Hellmeister liderava no carro #31, seguido por Felipe Baptista no #444, Cacá Bueno no #5, Rodrigo Mello no #29, que não sofreu danos no contato com o #32, e Vitor Baptista no #4.

Hellmeister liderava na GT3, e na 3.8 a ponta era do carro #77 com William Freire, à frente de Renato Braga no #00 e Gaetano di Mauro no #83. Leo Sanchez cedeu o carro #15 a Átila Abreu, em 16º no geral e quarto na categoria. O carro #20, com Pedrinho Aguiar, fez a segunda parada na volta 32 e partiu para o carro reserva.

Na 41ª volta, o carro #10 soltou fumaça e foi para a grama no Mergulho, e o #27, que havia feito um stint com o carro reserva, voltou para o titular. Felipe Baptista entrou nos boxes com o carro #444 depois de apenas dez voltas, na 42ª passagem. Hellmeister seguia na frente de Vitor Baptista, com uma parada só. Com dois pit stops, o melhor era Cacá Bueno. Na 44ª volta, os carros #18 e #3 tiveram um contato, e Fran Lara rodou mas voltou à pista quando era terceiro no geral.

Hellmeister entrou nos boxes na volta 45, após 1h20 de corrida, e Vitor, ainda com uma parada, assumiu a ponta. Pela 3.8, em quinto no geral, realizando a segunda parada, vinha William Freire no #77, e atrás estava Gaetano di Mauro estendendo seu stint. Vitor Baptista foi para os pits na 47ª volta, dando a liderança para Fran Lara, o que levou Christian e Marcelo Hahn ao terceiro lugar e Gaetano a quarto no momento em que este entrava para os boxes. Na Sport, César Urnhani liderava e era o sexto no geral, com um pit stop apenas realizado.

Com 50 voltas de corrida e 1h30 de prova, Fran Lara liderava no #3 à frente de Christian Hahn, César Ramos e César Urnhani – só esses carros tinham apenas uma parada. Entre os que já tinham dois pit stops, o melhor era #270, de Felipe Fraga e JP Mauro. Logo depois, todos os carros completaram dois pits. Entre os que já haviam feito antes as duas paradas, Fraga era o líder, à frente de Felipe Baptista e Luca Seripieri. Chico Horta, no carro #77, era o segundo na 3.8 atrás de Ramos, que estava nos boxes.

Na volta 58, Fraga teve contato no Laranjinha com o carro #10, que sofreu danos e se arrastou de volta aos pits. Já o vencedor das 24 Horas de Le Mans não teve a mesma sorte e foi forçado a abandonar enquanto liderava.

Felipe Baptista então assumiu a ponta, à frente de Filipe Albuquerque e Ricardo Maurício. Em quarto, liderando na GT3, estava Sylvio de Barros, uma posição à frente de Fran Lara. Na 3.8, César Ramos liderava em nono no geral. Em 15º, Nelsinho Marcondes ponteava na Sport.

Com duas horas de corrida, Ricardo Maurício, com duas paradas, liderava no carro #90, após o carro #444 entrar nos boxes na abertura da volta 65. Ricardinho entrou nos boxes duas voltas depois, enquanto Fran Lara seguia estendendo o stint, assumindo a ponta, e César Ramos já era o quarto no geral.

Com 2h20, a disputa da corrida era pelo segundo lugar, entre Alan Hellmeister e Vitor Baptista, um duelo direto que poderia valer a ponta, já que Lara ainda não havia parado pela terceira vez. Ao mesmo tempo, Guerrieri entrava para o quarto pit com o #444.

Na 3.8, César Ramos sustentava a liderança com o carro #99 em 11º no geral, à frente de Renan Guerra e Gaetano di Mauro. Logo depois, alguns carros já começavam a usar o limpador de parabrisa por causa de uma garoa que já caía na área dos boxes de Interlagos. A movimentação nos boxes foi grande, com possibilidade de a chuva apertar e ser necessária uma nova estratégia de pneus, um ingrediente a mais para uma corrida que já vinha excelente.

Forte candidato à vitória, o carro #444 teve de alongar o quarto pit e teve suas chances prejudicadas. O #31 entrou nos pits na abertura da volta 80, e com isso Vitor Baptista tentou abrir caminho e colocar uma distância porque sabia que ainda tinha duas paradas a fazer. Baptista parou na 84ª volta quando vinha pressionado por Alceu Feldmann no carro #100, que, apesar de estar algumas voltas atrás, era mais veloz naquele momento da prova. A disputa foi limpa, apimentada ainda por retardatários no meio.

Enquanto isso, no carro #7, Justin Allgaier deu uma escapada na pista úmida, mas voltou sem problemas. A 30 voltas da bandeirada, com 2h50, Zeca Feffer, com o carro #99, era o primeiro na geral e na 3.8, com Filipe Albuquerque em segundo e liderando no geral – Feffer tinha apenas três paradas. Em terceiro no geral e segundo na 3.8, estava Átila Abreu, à frente de Ricardo Zonta, com quatro pits realizados.

Com três horas de corrida, Dennis Dirani fez grande ultrapassagem por fora no carro #53 para assumir o sexto lugar. Os cinco primeiros eram Albuquerque, Zonta, Piquet, Feldmann e de Barros. O português entrou para o último pit na abertura da volta 98, e o segundo lugar era de Piquet, apesar de um contato com o carro #90. Em terceiro vinha Dirani no #18 e em quarto, Allgaier, no #7.
Na 99ª volta, Piquet entrou como líder para cumprir a última parada. Dirani e Allgaier ainda tinham quatro pits, e Albuquerque, parado nos boxes, era o quarto, com Zonta, já tendo feito o último pit em quinto. Na 3.8, Ramos e Feffer lideravam com o nono lugar no geral. Em 11º vinha Abreu, com quatro paradas e uma pendente.

Com Allgaier, Dirani e Piquet parados nos boxes, Vitor Baptista estava bem posicionado para reassumir a liderança, com seis segundos de vantagem para Zonta a 17 voltas do fim, e Casagrande 1s7 atrás. Com todos os ponteiros tendo feito as cinco paradas, Baptista liderava com 5s7 de vantagem sobre Zonta, que tinha Jimenez entre ele e o líder. Casagrande, Salas e Hellmeister, líder da GT3, completavam o top5 no geral.

Abreu era o sétimo no geral, mas ainda devendo uma parada obrigatória de 6 minutos.

Com 3h30, faltavam nove voltas para o fim, Vitor Baptista aumentava a vantagem sobre Zonta, que tinha três segundos de frente para Casagrande. Átila seguia liderando na 3.8, mas ainda devia um pit stop, feito na volta 110. Faltando cinco voltas, Piquet foi obrigado a abandonar o carro #33, que já tinha uma placa presa no parabrisa desde o último pit.

Nas voltas finais, Vitor seguiu mantendo a vantagem sobre Zonta, e a emoção ficou por conta do retorno de Átila Abreu após o último pit. O sorocabano voltou em segundo, atrás do #83. Reordenado o pelotão, Átila ficou em terceiro na classe e 17º no geral – Billi liderava à frente de Freire, mas essa combinação dava o título a Abreu e Leo Sanchez.

Na 115ª volta, Salas escapou da pista e foi ultrapassado por Hellmeister, mas conseguiu voltar ao traçado para terminar a prova e buscar um lugar no pódio.

No fim, Vitor Baptista conquistou a vitória para o carro #4, seguido por Zonta (carro #1), Feldmann (#100), Seripieri (#31) e Aguiar (#20). Hellmeister e Seripieri foram os vencedores na classe GT3, na 3.8 a vitória ficou com Marco e Maurizio Billi e Gaetano di Mauro no carro #83, com a dupla William Freire/Chico Horta (#77) em segundo e os campeões Átila Abreu/Leo Sanchez (#15) em terceiro. Adriano Buzaid e Raphael Miranda ficarem em quarto no #177, à frente de Zeca Feffer/César Ramos. Em 21º no geral, Nelsinho Marcondes e César Urnhani ficaram com a vitória na 3.8 Sport.

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