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No auge da carreira, Ederson Vilela projeta participação na São Silvestre

30 dez 2019
13h03
atualizado às 15h24
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Ederson Vilela conquistou um ouro no Pan de Lima (Foto: Mariana Cavalcanti/ Assessoria FCL)
Ederson Vilela conquistou um ouro no Pan de Lima (Foto: Mariana Cavalcanti/ Assessoria FCL)
Foto: Gazeta Esportiva

Vencedor dos 10.000m nos Jogos Pan-Americanos de Lima e da Volta da Pampulha, Ederson Vilela é um dos favoritos para ser o melhor brasileiro na 95ª Corrida Internacional de São Silvestre. Diante de resultados tão expressivos, o corredor acredita viver o melhor momento de sua carreira e prevê mais respeito por parte dos africanos, que têm dominado a prova nos últimos tempos.

"Eu já venho há alguns anos correndo, e a cada ano eu ganho mais experiência. Pelo fato de eu ter conseguido algumas grandes conquistas, pode ser que eu tenha um respeito maior por parte deles. Vou tentar estar junto do grupo todo tempo, a gente tem que estar em cima, não deixar desgarrar", disse.

"Acredito que estou no auge. O título pan-americano…fui o terceiro brasileiro na história. Pouquíssimos conseguiram esse feito e agora recentemente venci a Pampulha, outra conquista importante para mim. É um ano que eu chego com a minha melhor bagagem para a São Silvestre", completou.

Mesmo após um 2019 repleto de provas, Ederson decidiu participar da São Silvestre. A opção, tomada em conjunto de Cláudio Castilho, seu treinador, veio em decorrência do apelo da população brasileira pela corrida de rua mais tradicional do país.

"O atrativo é a prova em si. Escolhi estar mais um ano aqui por essa visibilidade, a prova mais famosa do Brasil. O povo brasileiro vibra com a São Silvestre. Na minha cidade, onde eu treino, o pessoal fica comentando sobre a corrida. Por parte do povo, fica aquela vontade de algum brasileiro vencer", afirmou.

A tarefa de Ederson, porém, não é fácil. Desde 2010, quando Marilson Gomes dos Santos conquistou seu terceiro título, um brasileiro não figura no lugar mais alto do pódio. De lá para cá, apenas etíopes e quenianos de nascença venceram prova. Os africanos, inclusive, vêm em peso mais uma vez.

"É complicado. É uma prova que vem muitos africanos. Na Pampulha, eu venci eles. Mas aqui vem muitos, acaba dificultando pela quantidade, mas não que eles vão sempre vencer", declarou, projetando a competição. "Está bem quente, então isso vai influenciar um pouco no ritmo, mas pelos nomes que estão aqui o vencedor vai estar em torno de 44 minutos, até mais rápido que o ano passado", finalizou.

*Especial para a Gazeta Esportiva

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