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Antes de Pistorius, outros amputados já foram aos Jogos; confira

8 jul 2012
09h36

A busca do sul-africano Oscar Pistorius por uma vaga olímpica não terminou quando ele não conseguiu atingir índices suficientes para os Jogos de Londres. A princípio, a Federação Sul-Africana de Atletismo o convocaria apenas para a disputa do revezamento 4x400 m, mas também o selecionou para a prova dos 400 m rasos. O atleta, que competirá também nos Jogos Paralímpicos, tem as duas pernas amputadas, e corre sobre próteses de fibra de carbono. Apesar da façanha, Pistorius não será o primeiro amputado a disputar uma Olimpíada.

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Muito antes de Pistorius, o alemão George Eyser, também amputado, já havia disputado uma Olimpíada. Nascido em 1871, imigrou para os EUA com a família aos 14 anos. Depois de morar em Denver, mudou-se para Saint Louis, onde trabalhou como escriturário em uma empresa de construção e passou a treinar ginástica artística no clube local Concordia Turnverein. Recebeu a cidadania em 1894 e, ainda jovem, perdeu parte de sua perna esquerda após ser atropelado por um trem. Com uma prótese de madeira, ele voltou a andar, correr e treinar. Nos Jogos Olímpicos de 1904, que aconteceram em Saint Louis, Eyser conquistou seis medalhas, três delas de ouro, duas de prata e uma de bronze.

O húngaro Olivér Halassy também teve sua perna esquerda amputada, depois de sofrer um acidente de carro na infância. Ainda assim, conquistou duas medalhas de ouro no pólo aquático, em Los Angeles 1932 e Berlim 1936, após uma de prata em Amsterdã 1928. O atirador Károly Takács, seu compatriota, também foi bicampeão olímpico nos Jogos de Londres, em 1948, e em Helsinque, quatro anos depois. Sem a mão direita após a explosão de uma granada, em 1938, ele mostrou superação ao aprender sozinho a atirar com a mão esquerda, já que era destro.

Recentemente, a nadadora Natalie Du Toit, que conquistou onze medalhas em Jogos Paralímpicos, dez delas de ouro, também conseguiu uma vaga nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008. Sul-africana, como Pistorius, ela começou a nadar aos 14 anos. Três anos depois, perdeu parte da perna esquerda ao ser atingida por um carro enquanto dirigia sua motocicleta ao retornar de um treino. Três meses depois, sem sequer voltar a andar, a atleta já voltara às piscinas para treinar para a disputa dos Jogos da Commonwealth de 2002, quando conseguiu duas medalhas de ouro. Apesar da deficiência, Natalie compete sem a ajuda de próteses.

Apesar das dificuldades, nenhum dos competidores prejudicados dependia tanto de seus membros deficientes quanto Pistorius. O sul-africano, que nasceu com uma má formação nas pernas e teve de amputá-las antes de completar um ano de vida, não conseguiria correr caso não utilizasse as próteses de fibra de carbono. Em 2008, a Federação Internacional de Atletismo (IAAF) cancelou a possibilidade de classificação do atleta para os Jogos Olímpicos alegando que suas próteses forneciam uma vantagem em relação aos demais, mas, após um apelo de Pistorius à Corte Arbitral do Esporte (CAS), a decisão foi revogada. Seus resultados, porém, o credenciaram apenas para os Jogos Paralímpicos, onde conquistou três medalhas de ouro.

Atletas com outras deficiências já participaram dos Jogos

Além de Pistorius e os demais atletas que sofreram amputações e ainda assim disputaram Olimpíadas, deficiências diferentes também afetaram outros competidores.

Entre 1960 e 1976, a esgrimista surda Ildikó Ujlakyné ganhou duas medalhas de ouro, três de prata e duas de bronze, tornando-se uma das maiores medalhistas olímpicas da modalidade. Em 1984, a arqueira neozelandesa Neroli Fairhall disputou a Olimpíada de Los Angeles, mesmo paraplégica. Doze anos depois, a italiana Paola Fantato, também arqueira, disputou os Jogos de Atlanta apesar de ter sofrido poliomielite.

A americana Marla Runyan fez história como a primeira cega a participar de uma Olimpíada em Sydney 2000, um ano depois de conquistar a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg nos 1500 m rasos. Em 2004, em Atenas, ela voltou a participar da competição.

A mesatenista polonesa Natalia Partyka, que nasceu sem parte do braço direito, havia disputado os Jogos Paralímpicos de 2000 e 2004, mas foi em 2008 que conseguiu a classificação para os Jogos Olímpicos, assim como Natalie du Toit.

Londres 2012 no Terra

O Terra, maior empresa de internet da América Latina, transmitirá ao vivo e em alta definição (HD) todas as modalidades dos Jogos Olímpicos de Londres, que serão realizados entre os dias 27 de julho e 12 de agosto de 2012. Com reportagens especiais e acompanhamento do dia a dia dos atletas, a cobertura contará com textos, vídeos, fotos, debates, participação do internauta e repercussão nas redes sociais.

Em Londres, Pistorius participará tanto dos Jogos Olímpicos quanto dos Paralímpicos
Em Londres, Pistorius participará tanto dos Jogos Olímpicos quanto dos Paralímpicos
Foto: AFP
Fonte: Terra
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