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Plano do Atlético-PR, grama sintética é criticada no Canadá

Clube paranaense quer colocar o novo piso na Arena da Baixada em 2016

20 jun 2015 07h00
| atualizado às 09h49
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Desejo do Atlético-PR para 2016, a grama sintética não está sendo bem avaliada pelas mulheres no Mundial Feminino deste ano, que está sendo realizado no Canadá. Atletas de todas as seleções criticam o piso da competição.

Os seis estádios canadenses que recebem as partidas da competição usam esse tipo de gramado no torneio. A explicação é de que o inverno se prolongou até abril e dificultou o cuidado com o gramado natural. Assim, solução encontrada pela Federação Canadense de Futebol foi a grama sintética.

Grama sintética é alvo de críticas pelas jogadoras no Mundial Feminino
Grama sintética é alvo de críticas pelas jogadoras no Mundial Feminino
Foto: Mike Hewitt / Getty Images

Antes mesmo da Copa do Mundo começar, jogadoras reclamaram da escolha e fizeram até abaixo assinado pedindo para que a grama natural fosse utilizada. A meio-campista Marta, referência na modalidade, foi uma que assinou. Outra atitude foi entrar com uma ação na Justiça - sem sucesso.

No texto, as profissionais reclamam que “a grama sintética submete as profissionais a riscos de lesão e desvaloriza a dignidade, o respeito e o equilíbrio mental das jogadoras”. As federações locais, entretanto, pressionaram para que o movimento fosse abortado.

“A Copa do Mundo de Futebol Feminino, aqui no Canadá, havia sido prevista para ser em terreno (piso) de grama sintética, reconhecido pela Fifa. E a qualidade dos terrenos foi uma das coisas consideradas mais importantes (pela Fifa)”, declarou o diretor-geral da Copa Feminina da Fifa em Montreal, Francis Millien.

Sydney Leroux Dwyer, norte-americana, reclamou dos arranhões da grama sintética em abril
Sydney Leroux Dwyer, norte-americana, reclamou dos arranhões da grama sintética em abril
Foto: Reprodução/Twitter

Do início da preparação até a disputa dos jogos, a reclamação é algo recorrente entre as atletas. “Senti como se estivesse andando de salto em cima da grama”, declarou a brasileira Géssica. “A única coisa que talvez não esteja deixando a Copa ser um espetáculo como um todo é a grama sintética. Isso atrapalha bastante”, completou Cristiane.

Teve atleta que usou a discriminação dentro do futebol para justificar tal atitude. “Não há dúvidas de que é uma questão de discriminação de gênero. Não há previsão de que nenhuma das Copas masculinas já planejadas tenham jogos com grama sintética”, reclamou Abby Wamb, norte-americana.

Outras reclamações também marcam o Mundial no Canadá. Arranhões e a sensação térmica são outros argumentos usados pelas jogadoras. “Em alguns jogos, a temperatura tem chegado ao limite do que considerado seguro em práticas esportivas: 50 graus”, reclamou Sydney Leroux Dwyer, em sua conta no Twitter, ainda em abril.

Arena da Baixada recebe iluminação artificial, que custa R$ 80 mil mensais
Arena da Baixada recebe iluminação artificial, que custa R$ 80 mil mensais
Foto: Atlético-PR / Divulgação

Mesmo com as justificativas, o presidente do Atlético-PR quer alterar o piso na Arena desde o fim da Copa. O dirigente ainda esperou a adequação do gramado com o teto retrátil, mas o estado continua crítico. Nesta semana, em entrevista ao canal Fox Sports, o mandatário rubro-negro garantiu a grama sintética no estádio em 2016 devido aos custos mais baratos. O clube paranaense gasta, atualmente, em torno de R$ 200 mil mensais com a manutenção.

Fonte: PGTM Comunicação - Especial para o Terra PGTM Comunicação - Especial para o Terra
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