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Com Arena sob risco, Atlético-PR falta a entrevista e causa saia-justa

21 jan 2014 16h50
| atualizado às 17h15
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<p>Arena da Baixada é o estádio mais atrasado para a Copa do Mundo</p>
Arena da Baixada é o estádio mais atrasado para a Copa do Mundo
Foto: AFP

A placa com o nome do presidente do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia, chegou a figurar sobre a mesa, minutos antes da coletiva com o secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke e os representantes do Comitê Organizador Local (COL ) em Curitiba. Porém, sumiu pouco antes da chegada da comitiva. O mistério, entretanto, logo foi solucionado: o clube não mandou nenhum representante para explicar os atrasos na obra e preferiu não dar explicações para a ausência do presidente.

Visivelmente irritado com a ausência, Valcke foi sucinto ao responder quem poderia explicar os atrasos no cronograma, que ameaçam de exclusão a sede paranaense na Copa do Mundo de 2014. "Não está aqui", afirmou, iniciando uma série de respostas semelhantes do secretário estadual da Copa, Mario Celso Cunha, do secretário municipal da Copa, Reginaldo Cordeiro, e do secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes.

Cunha, aliás, aproveitou para reafirmar que a empresa que administra atualmente as obras, a CAP/SA, continuará existindo. Porém, receberá apoio técnico no novo comitê gestor a ser formado para agilizar a construção. "Será um reforço de técnico do governo, da prefeitura e do COL, que ficará permanentemente em Curitiba. Temos esse compromisso de agilizar a colocação das cadeiras, quem sabem mais 10 mil, da cobertura e do gramado", afirmou.

Com uma nova data para se preocupar, o dia 18 de fevereiro, quando uma nova vistoria deverá ser realizada, o Atlético-PR terá que ser muito convincente para justificar o andamento das obras. Valcke não disse exatamente o que deverá estar pronto, mas sabe qual impressão espera ter. "Não sou engenheiro para discutir a parte técnica, mas esperamos chegar e falar ‘ok, caras, vocês estão trabalhando para ter a sede da Copa do Mundo de 2014’", projetou.

Dinheiro público não
Outro ponto abordado na coletiva com especial preocupação é a possível injeção de dinheiro público para acelerar as obras com a contratação de mais trabalhadores, instalando quando possível um terceiro turno. Mario Celso Cunha garante que essa possibilidade está descartada, mas após uma auditoria que será realizada por uma empresa privada, será possível amarrar uma solução envolvendo financiamento e patrocínio.

"O que pode acontecer é financiamento com as devidas garantias legais. Mas existem alternativas que não envolvem dinheiro. Já tivemos quatro empresas que nos contataram para o naming rights", revelou o secretário que, neste caso, mais uma vez passa a bola para o Furacão. "Mas aí depende do clube, mexe com a publicidade na Arena", concluiu.


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