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"G6 é obrigação", diz presidente do Atlético-MG após queda

Bruno Cantini/Atlético Mineiro
10 ago 2017
10h03
atualizado às 10h26
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O momento atleticano é péssimo: eliminado da Libertadores e Copa do Brasil e mal no Brasileirão. Mas a montagem do time, com investimento e busca de grandes jogadores, era para conquistar grandes títulos em 2017 se transformou em "obrigação" de, pelo menos, uma vaga no grupo dos seis primeiros clubes do Campeonato Brasileiro. Após o empate, por 0 a 0, com o Jorge Wilstermann, na noite dessa quarta-feira, resultado que deixou o Galo fora das quartas de final do torneio continental, o presidente do clube, Daniel Nepomuceno, o time terá de conseguir chegar entre os primeiros colocados no Campeonato Brasileiro..

"Obrigação, sem dúvida nenhuma. São cinco anos consecutivos. Não tem como a equipe ficar fora do G-6. Acabaram as desculpas de jogo quarta e domingo. Temos que aproveitar o calendário agora, que só vão ter jogos do Brasileiro. É evidente que eu acredito, mesmo com tudo que aconteceu de errado, (o time) tem futebol para ficar no G-6", salientou.

A campanha atleticana no Campeonato Brasileiro é ruim: o time está com 23 pontos, na 15ª colocação. Diante disso, a meta número um do clube alvinegro será não cair para a segunda divisão com um elenco de peso que conta.

Erro no planejamento?

O mandatário alvinegro salientou, inclusive, que os resultados são piores do que o esperado, sobretudo, diante de todo o investimento que foi feito. O Galo tem hoje um dos elencos mais caros do país, lembrando que é um clube fora do eixo Rio-São Paulo, com menor receita. Daniel destacou que tudo foi feito para ganhar titulos e espera uma reviravolta.

"Quem não esperava (a eliminação), sou eu. Por todo investimento feito, que já falei anteriormente. Não fujo de responsabilidade, em todo momento boto a minha cara. Quando teve erro planejamento, mesmo no ataque, que não está fazendo gols, mesmo de reposição no meio, eu corri atrás e trouxe. O Atlético tem que voltar às características dele, que é ir para frente. É evidente que teve várias falhas, mas não de planejamento. Porque a todo momento, a gente estava pensando antes, já pensava em movimentar a equipe, que ficou desquilibrada, pagando caro por erros. Vão falar muito sobre a unidade do elenco, isso não existiu (desunião) até agora. O elenco é muito unido. Vão falar sobre a entrega que o elenco pode dar ao novo treinador, que chegou há 15 dias. Eles entregaram. Mas esse ano fugiu tudo o que foi feito e do planejamento. Ninguém esparava isso. Quando corri atrás de novo jogador, eu só recebi aplausos", finalizou.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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