Fuja do estresse no cotidiano
Nos dias agitadíssimos que correm, é muito comum sentir o coração pulsando enlouquecido. Uma bomba prestes a explodir parece agitar o peito, a garganta e a cabeça. Vivemos tempos de intranqüilidade desmedida, correrias, angústias, inseguranças. O estresse talvez seja a palavra central da perda de qualidade de vida que temos acompanhado nos últimos anos. Metade da humanidade trabalha enlouquecida, outra metade segue enlouquecida por falta de trabalho. Metade da humanidade alimenta-se enlouquecida, outra metade segue enlouquecida de fome. Ora, diante dessas circunstâncias, vem para o bem buscar sossegar, aquietar. A sugestão que apresento é aprender a dialogar mais intensamente com o nosso interior – isto é de grande importância para nossa convivência com as pessoas e para nossas tarefas cotidianas. Não faz bem viver constantemente sob tensão. É preciso buscar, pelo menos um pouquinho a cada dia, como uma espécie de recarga, um momento de quietude para separar nossas verdadeiras necessidades dos desejos e das coisas, momento de reorganizar a energia em investimentos necessários, não desperdiçando com tarefas secundárias. A capacidade de simplesmente viver o dia com serenidade pode e deve ser desenvolvida por cada um de nós. Trata-se de uma capacidade importante, que reposiciona nossas referências e identidade. Silenciar as tensões interiores, sobretudo quando o exterior prima por estar descontrolado, é adequado e produtivo. Cada vez mais, é comum as pessoas viverem em casas quase nuas, despojadas dos móveis e quinquilharias supérfluas. O espaço assim presente deve ser ocupado pelo contato com a natureza (mesmo que seja apenas um pequeno gramado, do tamanho de uma caixa de sapato) e pela possibilidade de reflexão. Inteligente, não? Experimente.
Marina Gold/Especial para o Terra
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