Terça-feira, 18 de julho de 2006
Magia e psicologia: territórios e limites
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Magia, clarividência, runas, tarô, compêndios de auto-conhecimento, astrologia são parte de um enorme inventário de recursos que podem ser usados em favor do bem-estar do homem. Depois de séculos de perseguições, de identificação dos fenômenos espirituais com loucura e atraso mental, de mitos e lendas terríveis sobre bruxarias, o homem, enfim, começou a entender que a energia cósmica e o contato com a realidade espiritual podem revelar muitos mistérios e prestar ajuda a quem necessita. Porém, não é a todos que tal energia é indicada, pois, muitas vezes, há pessoas que necessitam de um atendimento mais técnico. Se o problema do consulente tem um foco interior muito resistente, e há dificuldades exageradas de comportamento e relacionamento, a solução é a psicoterapia. Sempre que o apoio do profissional da área alternativa não se mostrar adequado, deve ser recomendada essa opção. Afirmo, sem receio de errar, que um dos grandes riscos que as consultas alternativas podem apresentar é a falta de reconhecimento do ponto específico em que a magia passa a se constituir num perigo, pois é necessário um tratamento que disponha de técnicas diferenciadas. Por isso, quando o assunto é a definição de territórios, parece-me apropriado falar de limites e não de fronteiras: a cada qual seu ofício, com suas próprias ferramentas. Mago é mago. Psicólogo é psicólogo.
Marina Gold/Especial para o Terra
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