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Quinta-feira, 3 de agosto de 2006
Final feliz

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Leiam comigo o relato de BIA, que teve sérios problemas a partir de uma consulta esotérica, provavelmente com alguém mal intencionado. Mas, como Deus nos olha muito de perto, tudo acabou bem.

Relato: Meu nome não importa. Digamos que eu me chamo Bia. A história que vou contar aconteceu em 1978. Fui com algumas amigas à casa de uma senhora que "punha as cartas". Era uma mulher de idade avançada, estatura muito pequena, envolvida num roupão e de chinelos.

Eu, muito jovem, tremia de ansiedade e aflição. Ansiedade, pela expectativa de ver o futuro desvendado, e aflição, pelo medo de alguém da família -ou meu namorado - descobrir sobre essa consulta. Afinal, chegou a minha vez.

A mulher consultou um velho baralho e passou a falar sobre mim. Disse que eu tinha um namorado, mas o caminho era difícil e ela via grandes obstáculos, a menos que...

"A menos que?", perguntei...

Ela me mostrou, com ar de cumplicidade, dois pequenos bonecos de plástica cor - de- rosa, e me segredou: "Amarramos esses dois bonecos com fitas brancas e vermelhas, queimamos quatorze velas..." e continuou me fornecendo um grande elenco de atividades, até que declarou: "E, só assim, você será feliz com ele".

O preço pedido por ela me assombrou. Eu era estudante, tinha 17 anos e não dispunha de tal quantia exorbitante. Ela disse, com ar de tristeza: "Então, nada feito!"

Fui-me embora infeliz e passei dias atormentada. Meu namorado percebeu, e começou a me perguntar o que estava acontecendo. E eu só chorando, tornando nossa relação um inferno, até que um dia não resisti mais às perguntas dele, e disse que precisava de uma boa soma em dinheiro, pois como já expliquei a mulher cobrava caro. Ele estranhou muito e quis saber o porquê, para que eu queria tanto dinheiro?

Chorando, contei tudo a ele. Eu chorava e ele ria, garantindo-me que nenhum ritual o faria gostar mais de mim, do que já gostava. Em 1970 nos casamos e estamos muito felizes até hoje, ano em que completamos 25 anos de união.

Tivemos dois filhos e até hoje vivemos felizes. Mas que tive muito medo do que a mulher falou, ninguém deve duvidar.

Marina Gold/Especial para o Terra

 
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