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Votação da reforma da Previdência em segundo turno pode ficar para agosto

O recesso parlamentar começa apenas no dia 18, mas a chance de concentrar quase 500 deputados em Brasília na próxima semana é pequena

12 jul 2019
17h15
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BRASÍLIA - Lideranças da Câmara já admitem que a votação da reforma da Previdência em segundo turno só deve ser concluída em agosto. Em reuniões realizadas entre ontem e hoje, líderes consultaram parlamentares sobre a possibilidade de permanecer em Brasília no fim de semana e constataram que muitos já tinham voos marcados - o que impediria a formação de um quórum qualificado para apreciar a proposta.

O recesso parlamentar começa apenas na próxima quinta-feira, 18, mas a chance de concentrar quase 500 deputados em Brasília na semana que vem é pequena. Para dar margem de segurança e evitar que os destaques que desidratam a reforma sejam aprovados, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem adotado o número "mágico" de 490 presenças - a Casa conta com 513 parlamentares.

Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem adotado o número “mágico” de 490 presenças
Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem adotado o número “mágico” de 490 presenças
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil / Estadão

Mais cedo, o próprio Maia já havia admitido a possibilidade de realizar a votação em segundo turno apenas em agosto. "O importante é terminar o primeiro turno hoje", afirmou Maia, ao chegar ao Congresso. "Depois disso vamos ver se o quórum se mantém para sábado, semana que vem ou agosto", completou.

Às 17h, ainda faltavam cinco destaques ou emendas a serem analisados pelo plenário. Após a conclusão dessa etapa, o texto deve voltar para análise da comissão especial, o que deve ser concluído ainda hoje, segundo os líderes. Somente depois disso será possível realizar a votação da reforma em segundo turno.

Com isso, o líder do PL na Câmara, Wellington Roberto (PB), afirma que a votação em segundo turno deve acontecer apenas em agosto. O recesso parlamentar se encerra no dia 2 de agosto, uma sexta-feira, e a primeira terça-feira pós-recesso será o dia 6. "É nessa linha (o cronograma). Tivemos reunião na madrugada e tivemos que ajustar quem tinha voo no fim da tarde. Semana que vem eu acho que não vota", disse.

O líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP), disse que a chance de fazer uma votação amanhã na Câmara é "zero". O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também descartou essa possibilidade. "Ou terminam os destaques hoje, ou só em agosto", disse.

Uma das principais lideranças da Câmara, o presidente do PRB, Marcos Pereira (SP), disse que a possibilidade de haver uma votação amanhã está "descartada". Somente depois da votação da reforma em segundo turno pela Câmara a proposta pode seguir para avaliação do Senado.

Estadão
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