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Volkswagen espera nova alta de até 8% nas vendas de carros em 2020

Empresa aposta no segmento de SUVs e lançará no próximo ano o Nivus, que será produzido no ABC paulista

4 dez 2019
22h05
atualizado em 5/12/2019 às 07h35
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A Volkswagen espera que o mercado de carros apresente em 2020 crescimento semelhante ao de 2019. A expectativa é de expansão de 6% a 8%, enquanto este ano deve terminar com alta de 8,1%, segundo projeções da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A montadora também anunciou o investimento de R$ 110 milhões para a produção de caminhões elétricos no Brasil.

A estimativa da Volkswagen para 2020 foi apresentada na tarde desta quarta-feira, 4, pelo presidente da empresa na América do Sul e Caribe, Pablo Di Si. "Com os juros mais baixos, o mercado será puxado principalmente pelo crédito que, na projeção dos bancos, deve crescer 10% ao ano até 2022", disse. "E, tirando a parte política, a economia está numa direção boa".

Caso a projeção da Volkswagen se confirme, será o segundo ano seguido em que as vendas terão crescimento de um dígito. A última vez em que o mercado apresentou crescimento de dois dígitos (14%) foi em 2017. Em 2015 e em 2016 foram registradas quedas de 26,5% e 20%, respectivamente.

Novo SUV se chama Nivus

Di Si ressaltou que mais uma vez as vendas deste ano e do próximo serão impulsionadas pelo segmento de utilitários esportivos (SUVs), destinado a clientes de maior poder aquisitivo. Não por acaso, a marca vai lançar no primeiro semestre do próximo ano um utilitário de pequeno porte, feito na mesma base do Polo.

Segundo anunciou Di Si ontem, o modelo se chamará Nivus. Ele ficará abaixo do T-Cross, que foi lançado neste ano.

O Nivus foi totalmente desenvolvido no Brasil e sua tecnologia será exportada para a Europa, onde o modelo também deverá ser produzido.

Férias coletivas e lay-off

Para preparar a fábrica para o início da produção do Nivus, na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), a Volkswagen colocou cerca de 2,5 mil trabalhadores em férias coletivas neste mês e, a partir de janeiro, colocará mais 1,2 mil em lay-off (suspensão temporária de contratos) por até cinco meses.

Nesse período, a linha de produção vai operar em apenas um turno, com pouco mais de 2 mil trabalhadores, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

As duas medidas também são reflexo da queda das exportações para a Argentina, principal destino das exportações da Volkswagen e das demais montadoras do País.

Em razão da crise argentina, a Volkswagen deixou de produzir neste ano 50 mil carros que estavam previstos para o país vizinho. "Em 2018 eu vendia 11 mil carros por mês na Argentina, agora vendo 5,5 mil", afirmou Di Si.

O executivo espera pequena recuperação do mercado vizinho em 2020 e disse estar otimista com o presidente eleito Alberto Fernández. "Ele demonstrou disposição para pagar a dívida argentina e pretende lançar um programa de incentivo à indústria".

A Volkswagen esperava voltar ao lucro neste ano mas não conseguirá, segundo Di Si em razão dos problemas com a Argentina e da guerra de preços no mercado interno, que obrigou as marcas a darem altos descontos. O plano é que a operação na região volte ao azul em 2020.

Estadão
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