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Volkswagen é multada em 1 bilhão de euros por fraude em testes de emissão de poluentes

13 jun 2018
17h11
atualizado às 17h50
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A Volkswagen foi multada em 1 bilhão de euros por fraude em testes de emissões de poluentes de veículos equipados com motor a diesel, em uma das maiores penalidades já impostas na Alemanha contra uma empresa, disseram promotores nesta quarta-feira.

Logo da Volkswagen em feira de carros na Cidade do México
23/11/2017
REUTERS/Henry Romero
Logo da Volkswagen em feira de carros na Cidade do México 23/11/2017 REUTERS/Henry Romero
Foto: Reuters

"Após exame cuidadoso, a Volkswagen aceitou a multa e não vai apelar contra ela. A Volkswagen, ao fazer isso, admite sua responsabilidade pela crise e considera isto como um passo importante para a superação do episódio", afirmou a montadora em comunicado.

Em janeiro do ano passado, a Volkswagen também fez acordo para pagar 4,3 bilhões de dólares a autoridades dos Estados Unidos e encerrar acusações civis e criminais por ter instalado um software em motores a diesel que mascarava resultados de testes de emissão de poluentes.

A promotoria em Braunschweig ordenou a multa contra a montadora por deficiências da companhia em impedir a instalação do software em 10,7 milhões de carros entre 2007 e 2015.

A multa de 1 bilhão de euros encerra qualquer procedimento de autoridades contra a Volkswagen, o que a montadora avalia como positivo para ajudar a resolver novas ações administrativas contra a companhia na Europa.

Analistas da Evercore ISI disseram que a multa provavelmente vai ajudar a encerrar todas as investigações criminais contra a Volkswagen na Europa, mas não vai acabar com os processos abertos por acionistas da empresa.

A nova multa não está incluída na provisão de 28,5 bilhões de euros feita pela Volkswagen para lidar com os gastos relacionados ao escândalo, disse a Evercore ISI.

Na segunda-feira, promotores em Munique ampliaram uma investigação sobre o escândalo de fraude em testes de emissões envolvendo a Audi, outra marca do grupo Volkswagen. A promotoria incluiu o presidente-executivo da Audi, Rupert Stadler, entre os suspeitos acusados de fraude e propaganda enganosa.

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