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Volatilidade dá a tônica com mercado atento a vacinas e política

13 jan 2021
09h18
atualizado às 13h00
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O dólar tinha uma sessão de intensa volatilidade nesta quarta-feira, já tendo oscilado entre ganhos e perdas, com investidores reagindo a fluxos pontuais num dia sem drivers específicos e de aparente falta de convicção nos mercados internacionais.

Notas de dólar e real fotografadas no Rio de Janeiro (RJ) 
10/09/2015
REUTERS/Ricardo Moraes
Notas de dólar e real fotografadas no Rio de Janeiro (RJ) 10/09/2015 REUTERS/Ricardo Moraes
Foto: Reuters

Investidores se dividiam entre notícias positivas do setor de serviços em novembro, perspectiva de início de vacinação, corrida para eleição nas duas casas legislativas brasileiras e apostas sobre os rumos da política monetária.

Às 12h47, o dólar negociado no mercado interbancário rondava estabilidade, a 5,3242 reais, depois de variar cerca de 8 centavos de real entre mínimas e máximas desde 11h.

Considerando toda a sessão, que se inicia às 9h, a cotação foi de alta de 0,65%, a 5,3556 reais, a queda de 0,92%, a 5,2716 reais.

Não é de hoje que o real se destaca pelo vaivém, mas nas últimas sessões a moeda ampliou o "gap" ante os pares, sinal de percepção de maior incerteza sobre os rumos da taxa de câmbio.

A volatilidade implícita das opções de dólar/real para três meses estava em 19,05% ao ano, bem acima da medida para o rand sul-africano (16,77%), a segunda divisa mais volátil do mundo emergente.

"Imagina o que é ser empresário neste país e fazer planejamento com um dólar com essa volatilidade. Pior ainda: imagina o negócio que você tem de tocar sendo impactado diretamente pela moeda. Aí não é nem herói, o cara tem que ser é mágico", disse Sérgio Machado, gestor na TRÓPICO Latin America Investments.

O Banco Central comentou em novembro passado que não havia chegado a conclusões específicas sobre as causas da volatilidade cambial. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, chegou a citar aumento no volume de operações de "daytrade" como uma possível causa.

Nesta quarta, o mercado monitorava o noticiário político nos Estados Unidos, cuja Câmara dos Deputados começou a debater legislação para o impeachment do presidente Donald Trump pela segunda vez em seu mandato.

Aqui, as atenções seguiam voltadas para a corrida nas eleições para as presidências da Câmara e do Senado. O MDB definiu que Simone Tebet enfrentará Rodrigo Pacheco (DEM) na disputa pelo Senado.

A XP lembra que Tebet se lançou na disputa pregando "independência com harmonia" em relação ao Planalto e disse que a discussão sobre novo auxílio emergencial deve ser feita "observando os critérios de responsabilidade fiscal, do limite do teto de gastos".

No campo macro, o setor de serviços do Brasil --que responde pela maior parte da atividade econômica-- cresceu em novembro pelo sexto mês consecutivo e a uma taxa acima do esperado.

Agentes de mercado dizem que a divisa brasileira só deve fechar o "gap" de excesso de desvalorização ante seus pares quando a economia voltar a crescer de maneira consistente --o que, para analistas, só acontecerá no curto prazo com o controle da pandemia.

Em conversa com apoiadores ao deixar o Palácio da Alvorada nesta manhã, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que seu governo comprará todas as vacinas contra Covid-19 que forem aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sinalizando que a CoronaVac, vacina do laboratório chinês Sinovac, poderá ser adquirida apesar de uma eficácia menor que a anunciada anteriormente para o imunizante.

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