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Sistema usa sol para superar falta de água na agricultura

Bomba de irrigação movida a energia solar ajuda pequenos produtores a superar seca e alta dos custos de energia

3 set 2015
07h00
atualizado às 16h31
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A falta de chuvas e o aumento dos custos da energia estão entre os principais desafios enfrentados pelos pequenos agricultores do Sudeste e do Centro-Oeste. Por conta disso, a procura por um produto criado por uma empresa de Itupeva (SP) vem crescendo consideravelmente desde o ano passado. Trata-se do Sistema Anauger Solar, um sistema de bombeamento de água movido a energia solar.

Como uma pequena empresa pode atrair e reter talentos?

Segundo Marco Aurélio Gimenez, diretor comercial da Indústria de Motores Anauger, o produto começou a ser desenvolvido ainda nos anos 1990. No entanto, seu lançamento comercial era inviável na época devido aos altos custos da tecnologia de captação solar. A situação começou a mudar nos anos 2000, com a entrada dos recursos digitais no setor. “A evolução da eletrônica, além de baratear, trouxe um controle muito maior aos sistemas. Graças a isso, pudemos patentear e lançar o produto em 2006”, diz.

Vendas do sistema cresceram 50% desde o final de 2014
Vendas do sistema cresceram 50% desde o final de 2014
Foto: Divulgação

Porém, as vendas do Sistema Anauger Solar só começaram a decolar em 2014. Desde então, a alta do dólar, por um lado, encareceu o produto, pois alguns componentes são importados. Isso faz com que o equipamento leve oito anos para se pagar com a economia de energia que gera. Mesmo assim, o agravamento da falta de água no Sudeste faz com que sua adoção valha a pena em muitos casos.

“Estamos tendo uma grande procura de agricultores que antes faziam irrigação com rios que passavam na porta de casa. Com a seca, eles estão tendo de busca água a 300 metros. A partir desta distância, os custos com cabeamento para levar energia até a bomba compensam a aquisição do nosso sistema”, revela.

Segundo Marco Aurélio Gimenez, boa parte da procura está vindo de agricultores familiares das regiões Sudeste e Centro-Oeste
Segundo Marco Aurélio Gimenez, boa parte da procura está vindo de agricultores familiares das regiões Sudeste e Centro-Oeste
Foto: Divulgação

Marco Aurélio acrescenta que, após a crise hídrica, as vendas do produto aumentaram em 50%, especialmente em São Paulo, Minas Gerais e nos estados do Centro-Oeste. Ele cita outro diferencial do produto. “Nossa bomba é vibratória, um tipo de tecnologia que demanda menos energia do que as rotatórias. Assim, ela consegue trabalhar mesmo em dias nublados.”

A bomba pode ser instalada tanto em poços artesianos, quanto em cisternas e rios, e conta com uma capacidade de irrigação de 500 m² em média, sendo ideal para pequenos proprietários. Não por acaso, a principal demanda pelo sistema está vindo principalmente de agricultores familiares.

“Muitas cooperativas estão dando apoio para que eles façam a aquisição e parcelando o pagamento. As aplicações vão desde o abastecimento da casa, até irrigação de culturas por gotejamento ou abastecimento de bebedouros de animais”, diz.

 

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Fonte: PrimaPagina
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