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Todos nós teremos que lidar com ouvintes hostis e indiferentes em algum momento, mas como fazer isso sem perder a calma?

Um dos maiores desafios de todo comunicador é conseguir lidar com ouvintes hostis e indiferentes sem perder a calma. Saiba tudo neste artigo

20 mar 2019
07h00
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Speakers! Tudo bem com vocês?

Um dos maiores desafios de todo comunicador é conseguir lidar com ouvintes hostis e indiferentes sem perder a calma, seja qual for a situação de exposição de fala e o contexto em que nos encontramos.

Infelizmente, situações desse tipo não são raras e podem acontecer nos mais diversos cenários: uma apresentação em público, uma reunião com clientes, uma reunião com colegas de trabalho ou chefes, entrevistas de emprego e até mesmo no nosso dia a dia.

Mas, pensem comigo: qual é a graça de falar com pessoas que já pensam igual a gente? Encarar ouvintes com ideias diferentes como uma oportunidade é uma forma de lidar com eles sem perder a calma.

Na nossa conversa de hoje, vou falar um pouco mais sobre esse assunto, com dicas para que possamos inspirar até mesmo os ouvintes mais indiferentes. Confira!

Foto: Shutterstock

Como conquistar um ouvinte indiferente?

Os ouvintes indiferentes são aqueles que parecem estar com a mente em outro lugar, pensando em qualquer assunto – menos aquele apresentado pelo comunicador.

Ter pessoas assim na plateia durante uma apresentação em público pode ser realmente frustrante, especialmente porque partimos da ideia de que, se elas estão ali, é porque se interessam pelo tema, mas nem sempre é assim.

De qualquer forma, existem técnicas eficazes para captar a atenção desses ouvintes. Vejamos algumas:

- Planejar uma introdução chamativa

As introduções são essenciais para que um ouvinte decida prestar atenção ou ser indiferente à nossa fala. Por isso, planejar (com antecedência) um começo chamativo é muito importante.

Introduções podem ser chamativas de diversas formas. As mais usadas são:

- aquela que começa a contar uma história (que será desenvolvida ao longo da apresentação)

- aquela que propõe uma discussão sobre um tema interessante ou polêmico

- aquela que começa com uma pergunta

- Criando alternativas para interagir com o público

O ouvinte indiferente, muitas vezes, precisa de algo que o estimule. E um dos modos mais eficazes de fazer isso é criando interação. Algumas ideias para isso são:

- fazer perguntas para o público

- propor um quiz rápido de perguntas “sim e não” (que se pode responder levantando as mãos para “sim”, por exemplo)

- sugerindo que as pessoas façam anotações

E o ouvinte hostil, como lidar com ele?

Ter pessoas questionadoras na plateia pode ser interessantíssimo para a apresentação, já que o diálogo e as discussões com elas ajudam a captar a atenção dos demais, impulsionando a performance do comunicador. Para isso, é claro, esse comunicador precisa estar confiante do conteúdo que aborda, senão, dificilmente conseguirá manter a calma para gerar uma discussão de ideias construtiva.

Aliás, esse é o principal desafio ao lidar com ouvintes hostis: evitar que uma discussão de ideias se torne algo maior e acabe se transformando em um confronto (vazio) de opiniões.

Não sabemos quando teremos que dialogar com um ouvinte hostil (que pode ser alguém da plateia durante uma apresentação, um cliente em uma reunião ou até mesmo um recrutador em uma entrevista de emprego). Portanto, devemos sempre nos preparar para encarar esse desafio.

Como fazer isso? Nos informando sobre o tema do qual iremos falar, conhecendo opiniões de especialistas, revendo e atualizando dados sobre o assunto e, principalmente, praticando a nossa fala inúmeras vezes antes da apresentação. Fazer isso aumenta a nossa confiança e nos dá as ferramentas necessárias para conseguir manter uma discussão de ideias, refutando argumentos que consideramos equivocados e apresentando dados que podem comprovar nossas opiniões pessoais.

 

Como eu disse no começo deste artigo, ouvintes hostis e/ou indiferentes aparecerão em algum momento da nossa trajetória pessoal e profissional, isso é um fato. Ter medo de nos depararmos com pessoas assim não adianta nada. Ao contrário, o que devemos fazer é utilizar a possibilidade de ter alguém assim no público como um incentivo para aprimorarmos cada vez mais a nossa comunicação e as nossas apresentações em público. Pensem nisso!

 

Fonte:

www.thespeaker.com.br

The Speaker
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