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Hábitos que atrapalham a comunicação. Cuidado com eles!

Conhecer esses hábitos é a melhor forma de evitá-los e, pensando nisso, fiz uma lista com alguns deles no nosso texto de hoje. Confira!

4 jun 2018
09h41
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Olá, Speakers!

Tudo bem com vocês?

Um dos mitos que sempre faço questão de desmentir aqui na The Speaker é o que defende que a boa comunicação (ou a boa oratória) é um dom, é algo que se nasce sabendo (ou não).

Ao contrário do que diz esse mito, para ser um comunicador de sucesso, é necessário percorrer todo um caminho. E essa trajetória demanda estudos das técnicas de oratória, organização de raciocínio, domínio da própria voz e das expressões corporais, entre outras habilidades.

Existem alguns hábitos – bastante comuns – que podem nos atrapalhar, prejudicando nossas habilidades de comunicação e, por consequência, dificultando o caminho para sermos bons comunicadores.

Conhecer esses hábitos é a melhor forma de evitá-los e, pensando nisso, fiz uma lista com alguns deles no nosso texto de hoje. Confira!

Pensar que já sabemos tudo

Com toda a competitividade que o mundo moderno nos brinda, às vezes, pode parecer um pouco démodé falar sobre humildade. Afinal, cada vez somos mais cobrados para mostrar que sabemos sobre isso ou aquilo e que temos, em nossos currículos, uma ampla gama de habilidades.

No entanto, Speakers, a humildade – no sentido de reconhecermos que sempre há algo para aprender – é uma das bases de uma boa comunicação. Aqueles que pensam que já sabem tudo têm muita dificuldade de ouvir as outras pessoas e, para que exista, de fato, uma boa comunicação, é fundamental escutar os demais.

Ao pensar que já sabemos tudo, perdemos a chance de aprender ou conhecer habilidades novas e, com isso, acabamos presos a conhecimentos e práticas retrógrados. Por tudo isso, um dos hábitos que prejudica (e muito!) o nosso caminho para sermos bons comunicadores é, justamente, pensar que já sabemos tudo.

E, convenhamos: conversar com pessoas que sempre sabem tudo (ou pensam que sabem) não é nada agradável, não é mesmo? O comunicador Julian Treasure costuma falar sobre os “monólogos brilhantes” que, segundo ele, são muito menos interessantes do que boas conversas, onde há, verdadeiramente, comunicação e troca entre as pessoas.

Acreditar que estamos sempre certos

Esse hábito está bastante relacionado ao anterior, não é verdade? Mas existem diferenças sutis entre eles. De todas as formas, pensar que estamos sempre certos é altamente prejudicial para a nossa comunicação.

O desejo de estar sempre certo pode acabar nos cegando, o que dificulta bastante nossas conversas e discussões com outras pessoas. Esse hábito é prejudicial em vários âmbitos da comunicação e atrapalha as conversas do dia a dia, as reuniões com chefes ou equipes de trabalho, os encontros com clientes e as apresentações em público.

Por que isso acontece? Como o próprio Julian Treasure diz, o desejo de estar certo gera a tendência de fazer com que o outro erre. Ou seja, para que eu esteja certo, você, que pensa diferente de mim, deve estar equivocado.

No trabalho, esse hábito é um risco enorme à carreira, já que os melhores projetos nascem de discussões em conjunto, onde cada um faz concessões para atender e agregar várias ideias.

No encontro com clientes, pensar que estamos sempre certos também não é nada bom. Se eu sou um arquiteto, por exemplo, e, ao apresentar o meu projeto para um cliente, recebo desse cliente algum feedback com pedidos de mudanças e adaptações, ao pensar que tenho razão, dificilmente vou aceitar esses pedidos, o que, provavelmente, causará problemas.

Lembrem-se, Speakers: defender nossos pontos de vista (especialmente se estamos embasados em informações concretas) não é nada mau, pelo contrário. No entanto, o hábito de pensar que estamos sempre certos pode ser altamente vicioso e prejudicar a nossa comunicação com outras pessoas.

Foto: ShutterStock

Deixar de nos informarmos

Pode parecer contraditório falar sobre a importância de nos informarmos em um mundo onde somos bombardeados com informações todo o tempo. Ainda assim, o hábito de não se informar ou se informar superficialmente é muito comum e prejudica bastante nosso caminho para sermos bons comunicadores.

É preciso destacar, especialmente, o hábito de nos informarmos de modo superficial. Hoje, talvez mais do que nunca, existe um mito de que é preciso saber de tudo um pouco, não importando a qualidade desse conhecimento.

Estar por dentro das atualidades é, sim, indispensável. É, aliás, a forma mais eficaz para conseguirmos manter conversas interessantes no nosso dia a dia. No entanto, é preciso ter cuidado com as informações que recebemos, criando um filtro para separar as que nos servem e as que não.

Para aqueles que fazem apresentações em público, o domínio de um tema específico é muito importante, já que, durante essa apresentação, é fundamental dominar o conteúdo que será abordado.

Pode parecer que não, mas esse hábito (o de não se informar) está intimamente relacionado aos dois hábitos anteriores: se eu penso que tenho sempre razão e que já sei tudo, consequentemente deixarei de me informar. Cuidado, Speakers!

Para receber mais dicas de como ser um bom comunicador, acompanhe sempre nosso blog!

 

Fonte:

www.thespeaker.com.br

The Speaker

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