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Eleições 2018: Candidatos procuram cursos de oratória

Como a oratória pode ajudar candidatos políticos a se elegerem (e fazerem um bom trabalho).

20 dez 2017
11h03
atualizado às 11h08
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Olá, Speakers!

Quando falamos em oratória, muita gente imediatamente pensa nos políticos, não é mesmo? Isso acontece por vários motivos: um deles está diretamente ligado ao surgimento da oratória. O outro tem a ver com a necessidade que as figuras públicas têm de interagir com uma grande quantidade de pessoas, todo o tempo.

Já sabemos que a oratória está presente na vida de todos nós, sejamos políticos ou não. Especialmente hoje, num cenário em que tudo envolve comunicação, saber expressar-se é uma ferramenta de sobrevivência. Não estou exagerando, Speakers! Conseguir transmitir nossos pensamentos de uma forma interessante e clara é, atualmente, mais do que essencial.

Foto: Câmara

Na política, essa “questão de sobrevivência” é ainda mais explícita, já que é através da fala que os políticos conseguem conquistar o voto dos seus eleitores. Quando eleitos, é também pela boa oratória (aliada à sua forma de governar, claro) que podem ser bem avaliados ou não e ter sucesso em suas negociações.

Na prática, a oratória está muito presente no dia a dia dos políticos: seja nas campanhas, na hora de se relacionar com outros líderes ou com a imprensa, seja para conversar com os eleitores dos mais diversos perfis...

Por isso, fica a dica: se você quer ser um candidato em 2018, NÃO faça isso sem ler todo esse post!

Política e oratória: do que é feita essa (tão próxima) relação?

A oratória começou a ser estudada há muitos e muitos anos e, desde essa época, estava muito ligada à política. Alguns filósofos famosos, como Aristóteles, por exemplo, atribuíam essa “arte de falar em público” como uma exigência à atuação na vida pública.

As diferenças entre a sociedade daquela época e a nossa são gritantes, mas me arrisco a dizer que a importância de saber falar bem em público permaneceu praticamente inalterada. Aliás, só veio crescendo e se aperfeiçoando.

Como não havia representantes políticos naquele tempo, cada pessoa tinha que manifestar suas próprias demandas e problemas.  E na frente de todo mundo! Assim, para ser reconhecido na vida social, era imprescindível saber se expressar com clareza.

Para vocês terem uma ideia, as habilidades de oratória eram tão importantes que as pessoas passaram a ensinar umas às outras, criando técnicas para falar bem em público e transmitindo de geração a geração. Será que foi aí que surgiram os primeiros cursos de comunicação?

Quero ser político, mas odeio falar em público. O que fazer?

Muita gente pensa que falar bem em público é uma espécie de “dom divino”. Em outras palavras, você nasce sabendo ou não. Se você pensa assim e se acha um “caso perdido”, alegre-se: ser um bom orador ou oradora não é questão de sorte, mas, sim, de trabalho, estudos, treino e dedicação!

Pensando assim, se você ainda tem medo de falar em público, mas quer ingressar na carreira política, basta começar a se dedicar, procurando a ajuda de profissionais, lendo sobre o assunto e, mais importante, praticando bastante!

Para serem eleitos, os políticos dependem muito (mas muito mesmo!) da oratória. O raciocínio é simples. Na campanha eleitoral, o que os candidatos fazem é tentar convencer as pessoas a votarem neles. E, às vezes, são poucos os minutos que os candidatos têm para buscar esse convencimento, então é preciso saber o que se faz para não perder tempo (nem votos).

Por ser uma área bastante específica – e uma das mais integradas à oratória –, é aconselhável substituir os cursos convencionais de oratória por treinamentos mais personalizados. Esses, além de mais rápidos, trabalham especificamente as demandas de cada aluno.

Dicas de oratória para políticos

Bom, já sabemos que, para ter sucesso na carreira política, saber falar bem em público é uma grande ajuda, não é? Então o que podemos fazer para dominar melhor a tal “arte da oratória” nesse contexto político?

Prepare o seu discurso

Ensaiar a fala só é necessário para apresentações ou palestras, certo? Errado! Para comícios, entrevistas ou tudo o que envolver a agenda política, essa regra também vale. Prepare-se! Faça uma lista com o conteúdo que você quer abordar, pense em formas interessantes de transmitir suas ideias e propostas e esteja preparado para perguntas.

Quando estamos seguros quanto ao conteúdo, consequentemente, ficaremos mais tranquilos e nosso desempenho no palco será visivelmente melhor e mais agradável ao público!

Mantenha contato visual

Como dissemos ali em cima, a grande intenção de um candidato é conseguir votos. E isso, Speakers, acontece quando uma relação de confiança é criada entre o político e seus eleitores.

Pense no seu dia a dia: você confia mais em quem olha nos olhos enquanto conversa ou em quem desvia o olhar? Na política, o raciocínio é o mesmo. Os eleitores tenderão a confiar mais em você se houver contato visual e uma boa postura no palco.

Hoje em dia, tempos em que a desconfiança em relação aos políticos está bem alta, transmitir confiança é fundamental!

Dê atenção à linguagem

Talvez o maior desafio para os políticos seja criar a capacidade de conversar com pessoas de perfis muito diferentes. Quando damos uma palestra, isso geralmente não acontece, já que as pessoas que estão nos assistindo costumam ter as mesmas características.

Na política, você lidará com pessoas de diferentes níveis de escolaridade, ideologias, poder aquisitivo... Então, procure usar uma linguagem que seja acessível e interessante para todos. Se possível, exemplifique suas falas com histórias e personagens, tornando mais fácil o entendimento e mais dinâmico o processo comunicativo.

Ao contrário do que pensa o imaginário popular, ser político não é tão simples. Mas não tenha medo de começar do zero e aprender novas técnicas de oratória. Se esse é o seu sonho, vale a pena investir e perder o medo de falar em público!

Fonte:

www.thespeaker.com.br

The Speaker

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