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Como usar o humor nas apresentações em público? Veja 5 dicas eficazes!

Nem sempre o que é engraçado para algumas pessoas produz humor em outras. Diferenças entre o perfil do público devem consideradas.

22 abr 2019
07h00
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Olá, Speakers!

Encarar uma plateia no ambiente corporativo, como em reuniões de trabalho ou apresentações de projeto para clientes, é um desafio, especialmente para aqueles profissionais que têm de fazer isso com frequência.

Encontrar estratégias para aprimorar e renovar a forma como nos comunicamos com os demais nessas situações de exposição de fala é o caminho para reter a atenção das pessoas e cativar o público nos momentos de distrações. E uma das ferramentas para isso é o humor.

Se utilizado na medida certa e com prudência, o humor é uma estratégia altamente eficaz para conquistar os ouvintes e torná-los mais receptivos a novas ideias. Além disso, por estar diretamente associado à inteligência, o comunicador que consegue utilizar o humor demonstra a sua própria capacidade intelectual.

Como usar o humor nas apresentações? Confira cinco técnicas que selecionei para a nossa conversa de hoje!

Foto: Shutterstock

1. Conheça o seu público para evitar gafes

Nem sempre o que é engraçado para algumas pessoas produz humor em outras. Diferenças entre o perfil do público devem ser levadas em consideração na hora de usar o humor nas apresentações.

Para que o humor cumpra o seu papel, é indispensável que as pessoas entendam o que está sendo dito. Por isso, para usar essa estratégia, fale do que é tangível para o público, do que faz parte do dia a dia das pessoas da plateia.

Conhecer as características do evento (se for o caso) e levar em consideração o grau de formalidade que ele pede é um cuidado importante. Em alguns casos, o humor acaba surtindo efeito contrário e prejudica a apresentação ao invés de impulsioná-la.

2. Uma piada para quebrar o gelo é uma boa ideia?

Nem sempre. Como eu sempre faço questão de lembrar, a Comunicação é algo dinâmico, que depende de vários fatores. Assim, em alguns contextos específicos, iniciar a apresentação com uma piada ou uma frase cômica pode ser uma boa ideia, mas, na grande maioria das vezes, essa escolha é um risco.

Utilizar o humor para “quebrar o gelo” pode não ter os efeitos desejados. O público – que ainda não está familiarizado com o comunicador no começo da apresentação – nem sempre vê com bons olhos quem já começa com um tom elevado de humor.

Com isso, se a reação do público não for a esperada (se ninguém rir, por exemplo), a confiança do comunicador é posta à prova logo nos primeiros minutos, colocando também em xeque as estratégias que decidiu usar.

3. Não fuja do contexto da sua apresentação

Como eu disse no primeiro tópico, o humor só tem o efeito desejado se as pessoas entenderem a ironia e o teor cômico do que está sendo dito. Inclusive, se o público não entender que se trata de um trecho cômico, pode acabar tirando conclusões literais sobre o que está sendo dito, o que pode prejudicar a imagem do comunicador.

Para que o humor seja, de fato, compreensível, evite fugir do tema. Não adianta nada interromper a sua fala e contar uma piada aleatória. Ao invés de reter a atenção do público, você, comunicador, estará interrompendo um raciocínio e sabotando a sua própria fala. 

4. Cuidado com o teor das suas frases

O limite entre o humor e o vulgar é muito sutil. E, se no dia a dia já é importantíssimo prestar atenção ao humor que usamos, em situações de exposição de fala – quando estamos em maior evidência –, esse cuidado deve ser redobrado.

O humor não deve ser confundido com preconceito, opiniões generalizadas ou qualquer outro tópico cujo teor pode ser ofensivo a alguém. Por isso, se você decidir usar essa estratégia em suas apresentações, esteja atento para o modo como escolhe fazer isso, ok?

5. Não deixe tudo para o improviso: pratique!

Uma das formas de garantir que todos os cuidados que vimos até então sejam cumpridos é planejar o uso do humor com antecedência. Em situações de exposição de fala, onde a adrenalina e o nervosismo estão altos, contar apenas com o improviso não é a melhor ideia.

Nas etapas de preparação da sua fala, procure fazer um roteiro para a apresentação, incluindo, aí, os momentos nos quais pretende usar o humor e pensando, ainda que minimamente, a forma como utilizará esse recurso.

 

Fonte:

www.thespeaker.com.br

Fonte: Equipe portal
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