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Dia das mulheres: Conheça as 10 mulheres mais poderosas

5 desafios que as mulheres vivem cotidianamente e que, muitas vezes, as impedem de se tornarem grandes líderes. Confira!

8 mar 2018
08h36
atualizado às 10h28
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Olá, Speakers! Como vocês estão?

O caminho para ser um bom comunicador e um bom líder nem sempre é fácil, não é verdade? Existem obstáculos que exigem muita dedicação, estudos e foco.

Quando pensamos nas mulheres comunicadoras, esse caminho parece ser ainda mais difícil, já que o público feminino enfrenta alguns impasses que a maioria dos homens não precisa enfrentar.

A comunicadora Sarah Lloyd trabalha com homens e mulheres que desejam aperfeiçoar suas técnicas de oratória e comunicação. Com sua experiência nesse meio, destacou 5 desafios que as mulheres vivem cotidianamente e que, muitas vezes, as impedem de se tornarem grandes líderes. Confira!

1. Romper com a necessidade de agradar os outros

Uma pesquisa feita pela empresa KPMG em 2015 mostrou que, durante a infância, 86% das mulheres são ensinadas a ser agradáveis com os outros; 44% são ensinadas a ser líderes e apenas 34% são encorajadas a compartilhar seu ponto de vista.

Resumindo: nós, mulheres, geralmente somos treinadas a agir pensando em agradar os outros – sejam os pais, os companheiros, os amigos ou os chefes – e não no que realmente sentimos ou queremos. Romper com essa barreira é um dos grandes desafios no caminho em direção à liderança.

Além disso, quando uma mulher defende com paixão determinado ponto de vista, muitas vezes é rotulada como “difícil” ou “intransigente”. Se os homens fazem o mesmo, são vistos como “fortes” e “dedicados”. Nesse quesito, há um abismo imenso entre homens e mulheres.

O que fazer? Bom, o ideal é que nós, mulheres, nos sentíssemos mais à vontade para expressar nossas ideias e perspectivas. Para ajudar a superar essa "armadilha” de sempre ter que agradar a todo mundo, o melhor a fazer é se inspirar em líderes que conseguiram se soltar dessas amarras, ok?

2. Deixar de ser sempre quem coloca “panos quentes” em discussões

Vocês já ouviram a expressão “colocar panos quentes”, não é verdade? Ela significa apaziguar uma discussão, amenizando conflitos e argumentos muito diferentes.

No caso das mulheres e a comunicação, muitas de nós ainda sentimos que devemos ocupar esse papel ao invés de expressar fortemente nossa opinião. Simples assim: preferimos, às vezes, deixar de falar o que pensamos para manter o clima de paz, evitando discussões (que, inclusive, poderiam ser saudáveis para o projeto ou a empresa).

Toda essa tendência de evitar conflitos diretos acaba dificultando que a mulher ocupe um cargo de liderança, afinal, não existe um líder forte sem que haja também opiniões contundentes ditas de forma explícita, certo?

O que fazer? Nunca deixar de valorizar a diversidade de pensamento, lembrando que SEMPRE é bom discutir uma ideia, desde que de forma respeitosa e profissional. Além disso, entendemos a nossa própria perspectiva quando falamos sobre ela em voz alta. Portanto: arrisque-se mais!

3. Superar a tendência de se concentrar mais em legitimar o próprio conhecimento do que defender uma ideia

As mulheres estão acostumadas a terem que lutar por seus direitos. Foi assim que conquistamos vitórias importantes, como o direito de votar e de trabalhar fora. No universo da comunicação, isso não é diferente, Speakers!

Por viverem, muitas vezes, em ambientes hostis à liderança feminina, as mulheres desenvolvem um sentido de proteção e, inconscientemente, criam barreiras para antecipar críticas.

Pensando nisso, as mulheres geralmente se preocupam muito mais em legitimar suas ideias através de informações, dados e opiniões de especialistas do que os homens. Isso é ótimo, desde que essa urgência por mostrar fatos e argumentos não atrapalhe o processo de contar uma história, de mostrar as próprias ideias.

Deixar explícito que temos credibilidade para falar sobre algo é essencial – tanto para homens quanto para mulheres. Mas, como tudo, é preciso fazer isso de forma planejada, sem excessos ou repetições.

4. Romper com o perfeccionismo excessivo

Muitas pesquisas mostram que as mulheres se candidatam a um emprego somente quando cumprem 100% dos requisitos, enquanto os homens se postulam quando cumprem 60%. Tudo isso mostra que as mulheres têm uma ansiedade em relação a cumprir todas as exigências: o perfeccionismo extremo.

Muitas de nós, mulheres, preferimos esperar para aperfeiçoar nossas ideias antes de nos atrevermos a compartilhá-las com outras pessoas, não é verdade? Em alguns casos, esse perfeccionismo sai do controle e impede que as mulheres avancem em suas carreiras.

O que fazer? Tentar se “dar permissão” para ser um pouco imperfeita de vez em quando e agir sem medo de julgamentos.  Imaginemos uma situação juntas, Speakers: você tem uma ideia sobre um produto, mas não compartilha com os outros porque não está 100% pronta. Com o tempo, essa ideia perde força e você pode acabar esquecendo ou postergando para outro dia.

Por outro lado, se você compartilha essa ideia, ainda que imperfeita, pode contar com sua equipe e, juntos, aperfeiçoarem o que provavelmente será um ótimo produto.

5. Desistir de esperar um herói ou um “príncipe encantado”

Inconscientemente, algumas (muitas) mulheres têm tendência a trabalhar duro, mas de forma discreta, na esperança de que alguém perceba e a recompense por seus méritos.

No mundo corporativo, as coisas não funcionam dessa maneira. Na comunicação, também não. Dificilmente, aparecerá um herói ou um príncipe encantado para reconhecer uma mulher eficiente no seu trabalho. Por isso, temos que aprender a criar nossas oportunidades e, além de trabalhar duro, mostrar isso para o mundo.

Ou seja: se você tem uma boa ideia, tem que aprender a comunicá-la para as pessoas, sem medo de estar imperfeita ou de ser julgada.

O que fazer? Deixar de nos sentirmos desconfortáveis por "nos orgulharmos" de nossas realizações. Quando fazemos isso (obviamente, sem arrogância), temos o poder de inspirar outras pessoas!

Esses são apenas cinco dos muitos desafios que as mulheres enfrentam no mercado de trabalho, nas relações pessoais e nas apresentações em público. Embora pareçam poucos, são extremamente importantes porque garantem o começo de uma mudança de postura e pensamento.

Mulher, quando você aprender a liderar, faz com que outras mulheres queiram fazer o mesmo. E esse ciclo é muito importante para desafiar antigos padrões e criar novas formas de pensamento!

Foto: Forbes

Confira aqui a lista das 10 mulheres mais poderosas do mundo, segundo o ranking da revista Forbes (2017), e saiba qual área cada uma delas lideram:

Angela Merkel  - Alemanha - Política

Thereza May - Inglaterra - Política

Melinda Gates - Estados Unidos - Filantropia

Sheryl Sandberg - Estados Unidos - Tecnologia

Mary Barra - Estados Unidos - Indústria Automotiva

Susan Wojiciki - Estados Unidos - Tecnologia

Abigail Johnson - Estados Unidos - Finanças e Investimentos

Christine Lagarde - França - Economia

Ana Patricia Botin - Espanha - Finanças e Investimentos

Ginni Rometty - Estados Unidos - Tecnologia

Fontes:

https://www.forbes.com/power-women/list/#tab:overall

www.gingerpublicspeaking.com/article/5-tendencies-that-hold-female-leaders-back

www.thespeaker.com.br

Fonte: Terra

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