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A oratória do desastre: o que a comunicação tem a ver com as rejeições no BBB?

Aqui, o que nos interessa é observar alguns pontos interessantes quanto à comunicação. E esta edição do BBB tem deixado boas discussões.

15 mar 2021 08h00
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Oi, Speaker!

Você é fã de Big Brother Brasil? Ou é daquelas pessoas que detesta o programa? Não importa! Aqui, o que nos interessa é observar alguns pontos interessantes quanto à comunicação. E esta edição do BBB tem deixado boas discussões sobre isso!

De um lado, uma psicóloga que utiliza, no dia a dia, termos academicistas, que são difíceis de entender para muitos de nós. De outro, a dentista que “trava” quando tem a palavra para si.

Duas participantes. Dois cases que trazem pautas importantes para a comunicação: não só para quem está em um reality, mas para todos nós, de uma ou outra forma. Boa leitura!

Foto: Internet

Lumena e o embate entre falar difícil e falar bem

Mesmo sem autorização da Lumena, o termo “Lumena language” acabou viralizando no Brasil. A psicóloga chamou a atenção por sua maneira peculiar de falar, utilizando termos e expressões de nicho, comuns no meio acadêmico.

Essas palavras e expressões, contudo, estão muito distantes da forma como as pessoas costumam se comunicar no dia a dia, o que, por si só, já causa estranhamento e um distanciamento entre quem fala (nesse caso, a participante) e quem escuta.

Uma das frases ditas por ela e que mais foi reproduzida fora da casa é: “Não consigo identificar, nos meus itinerários com ela, jornadas que transcendam a mediocridade”. Lumena poderia ter dito, simplesmente, que havia falta de afinidade, por exemplo. 

O hábito de utilizar palavras muito técnicas ou academicistas não é exclusivo da participante do BBB 21. Muitas pessoas ainda acreditam que, ao fazer isso, transmitem uma imagem de maior autoridade. Mas isso não é bem assim!

Bons comunicadores são aqueles que conseguem falar de forma clara e acessível, mesmo quando o assunto for mais complexo ou nichado. É este o desafio: criar narrativas interessantes e ser compreendido pelos demais.

Thaís e o medo de falar em público

Já outra participante, a Thaís, vem recebendo críticas por outro problema: os seus desempenhos quando os “brothers” e “sisters” participam de dinâmicas ao vivo e têm que expressar suas opiniões sobre algo, como no chamado “Jogo da Discórdia”.

Em mais de uma ocasião, Thaís teve problemas para desenvolver o seu raciocínio, não conseguiu completar frases e foi muito pouco clara nas suas colocações. Teve, ainda, vícios na fala, especificamente a repetição excessiva de palavras ou expressões. 

As performances da Thaís em situações de exposição de fala geraram muitas críticas a ela e à sua comunicação. A repercussão foi tão grande que o seu perfil oficial nas redes publicou um desabafo, perguntando: quem nunca sentiu medo de falar em público?

No desabafo, a equipe de Thaís destacou que falar ao vivo para milhões de pessoas não é fácil e que gaguejar ou “travar” são efeitos que muitas pessoas também sentiriam se passassem pela mesma experiência.

Em outras publicações, também falaram sobre o perfil mais reservado da dentista, dizendo que a sua força não está nas palavras, mas em seus gestos e atitudes no seu cotidiano.

A discussão é: hoje, quando tudo é comunicação, não basta apenas ter boas atitudes ou muito conhecimento sobre algo. Também é preciso saber expressar tudo isso, seja em um reality ou na vida cotidiana.

O que a comunicação tem a ver com a rejeição dessas participantes?

A psicóloga Lumena já foi eliminada. A rejeição à participante teve a ver com outros fatores, é claro, mas a forma como ela se comunicava também teve um grande peso. A razão? A maneira como nos expressamos influencia na imagem que transmitimos.

O “falar difícil” da participante acabou despertando antipatia de boa parte do público. Foi uma série de memes, críticas e discussões sobre o “lumena language”, que debateram, justamente, a falsa ideia de que falar difícil é o mesmo que falar bem.

Já Thaís, por sua vez, continua no programa (pelo menos até o fechamento deste artigo). Mas suas performances nas dinâmicas em grupo, aliadas à dificuldade de comunicação em outros momentos, vêm rendendo o título de “planta” à participante.

De uma forma ou de outra, o que podemos aprender com esses cases é: somos avaliados e julgados pela nossa oratória. Não é à toa que essas habilidades estão ligadas à inteligência emocional e são tão valorizadas no mercado.

E, ressalto: não é assim apenas em programas de TV ou entre pessoas famosas. No nosso dia a dia, no nosso trabalho, nas redes sociais, também somos analisados e julgados pela forma como nos comunicamos!

 

Fonte:

https://thespeaker.com.br/a-oratoria-do-desastre-como-a-comunicacao-influenciou-o-recorde-de-rejeicao-no-bbb/

The Speaker
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