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Vendas do varejo sobem 0,7% em setembro ante agosto

Na comparação com setembro de 2018, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 2,1% em setembro de 2019

13 nov 2019
09h43
atualizado às 17h13
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RIO - O comércio varejista mostrou fôlego em setembro. As promoções da Semana do Brasil e o início dos saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) podem ter impulsionado a alta de 0,7% nas vendas do varejo em relação a agosto. A avaliação é de Isabella Nunes, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"As atividades que cresceram são atividades que eventualmente podem ter respondido a essa promoção (Semana do Brasil). Houve promoção de 7 a 15 (de setembro) em algumas atividades e a liberação de FGTS começando em setembro, embora o grosso venha no quarto trimestre", citou Isabella.

Sete entre as oito atividades do varejo registraram crescimento na passagem de agosto para setembro. As principais contribuições positivas foram de Móveis e eletrodomésticos (5,2%), Tecidos, vestuário e calçados (3,3%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,8%), Combustíveis e lubrificantes (1,2%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,5%). Os setores de Livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,2%) cresceram com menor vigor.

Esse arrefecimento no ritmo de crescimento dos supermercados impediu uma alta mais elevada da média global do varejo. "O grupamento de supermercados, que vinha crescendo, mostra desaceleração, mas pela parte de consumo de itens pessoais, não pela parte de alimentos, que continua crescendo", ponderou a pesquisadora do IBGE.

A única perda em setembro ocorreu em Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,0%), após um avanço de 3,8% no mês anterior.

Considerando o comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, o volume de vendas subiu 0,9% em setembro ante agosto. O setor de Veículos, motos, partes e peças cresceu 1,2%, enquanto Material de construção teve elevação de 1,5%.

"O mês de setembro tem particularidades que influenciam essa comparação (ante agosto)", disse Isabella. "Conjuntura continua bem parecida, crescendo número de ocupados, mas o volume de informais tem impacto na renda, que está estagnada. A informalidade reduz capacidade de a renda crescer", acrescentou.

O resultado de setembro fez o comércio varejista completar cinco meses de altas consecutivas. A melhora, porém, não mudou a tendência de longo prazo para o setor. A taxa do varejo acumulada em 12 meses saiu de 1,4% em agosto para 1,5% em setembro.

"Na verdade, essa melhora observada em setembro, quando incorporada no indicador de longo prazo, mantém o varejo no mesmo patamar, não tem mudança. Pela ótica de 12 meses tem predominância de atividades com estabilidade em relação ao patamar de agosto", disse Isabella. "Ainda não teve capacidade para alterar indicador de longo prazo", completou.

As vendas do comércio varejista subiram 1,6% no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre de 2019. Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, houve um avanço de 2,6% no volume vendido.

No varejo ampliado, as vendas aumentaram 1,4% no terceiro trimestre ante o segundo trimestre de 2019. As projeções iam de alta de 0,90% a 3,90%, com mediana positiva de 1,45%.

Estadão
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