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Vendas de veículos na China podem cair 10% por causa de coronavírus

14 fev 2020
10h46
atualizado às 11h07
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O mercado automotivo da China, maior do mundo, provavelmente verá vendas caírem mais de 10% no primeiro semestre por causa dos impactos da epidemia disparada pelo novo coronavírus, afirmou a principal associação de setor nesta sexta-feira.

Funcionários trabalham em linha de montagem de automóveis em Zhejiang, China
21/06/2012
REUTERS/Carlos Barria
Funcionários trabalham em linha de montagem de automóveis em Zhejiang, China 21/06/2012 REUTERS/Carlos Barria
Foto: Reuters

"Prevemos que as vendas de veículos vão cair mais de 10% no primeiro semestre e cerca de 5% em todo o ano se a epidemia for efetivamente contida até abril", disse Fu Bingfeng, vice-presidente executivo da Associação de Fabricantes de Automóveis da China (CAAM), à Reuters.

A previsão é mais pessimista que a divulgada no mês passado, quando a expectativa era de uma queda de 2% nas vendas deste ano. Executivos do setor automotivo afirmam que o coronavírus, que matou mais de 1.380 pessoas e infectou quase 64 mil na China continental, está causando estragos na indústria, derrubando a demanda dos consumidores e interrompendo cadeias de fornecimento de peças.

A CAAM, cujos membros incluem centenas de montadoras, fornecedores e outras empresas do setor automotivo, conduziu uma pesquisa entre seus integrantes depois do surgimento do surto e a enviou para o governo chinês, disse Fu.

A entidade pediu a Pequim por incentivos à indústria, como mudanças tributárias e ajuste moderado nos juros e no compulsório dos bancos, disse Fu. A associação também pediu ao governo chinês para ofertar mais financiamento e linhas de crédito para as companhias.

As vendas de veículos na China, onde mais de 25 milhões de veículos foram comercializados ano passado, provavelmente caíram cerca de 18% em janeiro sobre um ano antes, segundo dados preliminares da CAAM divulgados na quinta-feira.

As vendas do setor caíram 8,2% em 2019, segundo ano consecutivo de retração, pressionadas por desaceleração da economia e tensões comerciais com os Estados Unidos.

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