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Trump diz que acordo com China deve esperar eleição de 2020

Presidente norte-americano afirmou que os países só chegarão a um consenso sobre questões comerciais se ele quiser

3 dez 2019
08h35
atualizado às 09h49
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que não tem um prazo para alcançar um acordo comercial com a China e que talvez seja melhor esperar até depois da eleição presidencial norte-americana, em novembro de 2020.

Presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com a imprensa na Casa Branca, em Washington 
02/12/2019
REUTERS/Jonathan Ernst
Presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com a imprensa na Casa Branca, em Washington 02/12/2019 REUTERS/Jonathan Ernst
Foto: Reuters

"Eu não tenho prazo, não. De certa maneira acho que é melhor esperar até depois da eleição em relação à China", disse Trump a repórteres em Londres, onde participa de reunião com líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). "Mas eles querem fechar um acordo agora, e veremos se o acordo será ou não correto, ele tem que ser correto."

Trump afirmou ainda que um acordo com a China só acontecerá se ele quiser. "Estou indo muito bem em um acordo com a China, se eu quiser fechá-lo", disse. "Não acho que depende de se eles quiserem, é se eu quiser fechá-lo. Vamos ver o que acontece."

Tarifa sobre vinho

O presidente disse que vai tarifar os vinhos da França e "todo o resto" em razão do Imposto sobre Serviços Digitais do país europeu.

Na segunda-feira o governo americano já havia ameaçado impor tarifas de até 100% a US$ 2,4 bilhões em importações de produtos franceses por causa do imposto. Segundo relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), o imposto francês discrimina empresas digitais americanas como Google, Apple, Facebook e Amazon.

Trump disse que não vai permitir que a França "tire vantagem" de empresas americanas e voltou a acusar a União Europeia de tratar os EUA "de forma muito injusta" no que diz respeito ao comércio.

Em sua conta do Twitter, o norte-americano afirmou, também nesta segunda, que vai retomar as tarifas sobre o aço e o alumínio do Brasil e da Argentina. / COM REUTERS

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