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Três autoridades de política monetária do BCE defenderam reduzir estímulos em reunião

10 jun 2021 13h35
| atualizado às 16h36
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Três autoridades do Banco Central Europeu (BCE) queriam reduzir o ritmo das compras emergenciais de títulos da instituição em reunião nesta quinta-feira, citando uma perspectiva melhor para o crescimento e a inflação, disseram duas fontes à Reuters.

Sede do Banco Central Europeu, em Frankfurt, Alemanha 
12/03/2016
REUTERS/Kai Pfaffenbach
Sede do Banco Central Europeu, em Frankfurt, Alemanha 12/03/2016 REUTERS/Kai Pfaffenbach
Foto: Reuters

O BCE elevou sua perspectiva de crescimento e inflação na reunião, mas prometeu manter um amplo fluxo de estímulo, temendo que um recuo agora acelere um aumento preocupante nos custos de empréstimos e sufoque a recuperação.

As fontes disseram que três formuladores de política monetária no Conselho de 25 membros defenderam o abrandamento do Programa de Compra de Emergência da Pandemia (PEPP) do BCE, a principal plataforma de sua resposta à pandemia de coronavírus, à luz das melhores perspectivas.

Alguns também enfatizaram que a baixa liquidez do mercado durante os meses de verão significa que o BCE precisa permanecer flexível na forma como realiza suas compras de títulos.

Um porta-voz do BCE não quis comentar.

Os dissidentes acabaram cedendo, no entanto, e a declaração da presidente do BCE, Christine Lagarde, que contém as principais informações sobre a política e as previsões econômicas do BCE, foi aprovada rapidamente.

O comunicado diz que o PEPP "continuará a ser conduzido em um ritmo significativamente maior do que durante os primeiros meses do ano", repetindo a linguagem que o BCE introduziu quando iniciou o programa em março.

O BCE comprou cerca de 80 bilhões de euros em dívida por mês sob o PEPP neste trimestre, ante cerca de 62 bilhões de euros no primeiro trimestre.

Lagarde disse em sua coletiva de imprensa que havia "um par de pontos de vista divergentes e não um consentimento unânime em toda a linha".

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