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Top Picks: Recuperação das empresas de educação está mais rápida do que o esperado

Foram feitas poucas mudanças nas carteiras recomendadas pelas corretoras para a próxima semana

12 out 2019
04h11
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A reestruturação e os números divulgados recentemente pelas empresas de educação listadas na Bolsa parecem ter dado novo fôlego para as ações destas companhias. Pelo menos essa é a visão dos analistas que acompanham o segmento, ressaltando que a recuperação operacional apresenta um ritmo mais rápido do que o esperado.

Ricardo Peretti, estrategista de pessoa física do Santander, cita os crescimentos na captação de novos alunos pela Yduqs (+45% na comparação anual) e Ser Educacional (+53%) para o segundo semestre deste ano. Sobre a Kroton, que passou a se chamar Cogna Educação, ele acredita que a reestruturação mostra que a empresas quer "destravar valor".

"Nossas expectativas para o desempenho do segmento educacional na Bolsa de Valores continuam positivas, o qual deve continuar sendo percebido pelos investidores como uma proxy tardia para o consumo no País. Por fim, os valuations descontados em relação a outros setores de consumo ainda sugerem um potencial de valorização para o futuro", afirma Peretti.

O analista da Guide Investimentos Luis Sales lembra que por muito tempo as empresas foram bastante dependentes do financiamento público, por meio do Fies. "Com a diminuição do programa, as companhias devem buscar se adaptar a uma nova realidade para o setor, ampliando a atuação no setor de educação básica e adotando o modelo de negócios (B2B) com a gestão de escolas e universidade, além do fornecimento de material de ensino".

Sales aponta que a educação básica ainda é pouco explorada por essas empresas e é um segmento ainda muito pulverizado. Por isso, ele sugere como melhor escolha do setor a Cogna, por estar melhor posicionada para crescer em novos mercados.

André Ferreira, analista da MyCap, faz uma ressalva em relação ao crescimento demonstrado pelas empresas, que vem sendo impulsionado pelos cursos com ensino à distância. "Entretanto, uma das estratégias adotadas pelas empresas para impulsionar tal crescimento foi o ajuste nos preços da mensalidade, o que preocupa de certa forma os investidores, pois tal crescimento não necessariamente será acompanhado de um bom resultado financeiro". Ele também aponta a Cogna como sua ação preferida no setor.

Outra corretora que cita a Cogna como preferida entre as educacionais é a Mirae Asset. Segundo Pedro Galdi, analista da corretora, a tendência do setor é de melhora, por causa das condições macroeconômicas. "A necessidade de melhora na formação para disputar o mercado de trabalho também será vetor importante para a melhora dos resultados das empresas do setor".

Alvaro Bandeira, economista-chefe do Modalmais, projeta muitas fusões e aquisições no setor, mas lembra que as empresas ainda dependem bastante das políticas públicas. "Por isso, as recomendações devem ser de mais longo prazo e nossas escolhas recaem sobre Estácio e Ser. Esta última com maior taxa de crescimento nos anos recentes".

Foram feitas poucas mudanças nas carteiras recomendadas pelas corretoras para a próxima semana. A Planner fez duas alterações, inserindo Banco ABC Brasil PN e Carrefour ON. A Mirae também fez duas mudanças, com as entradas de Carrefour ON e Itaú Unibanco PN.

A MyCap foi outra que mudou duas ações em relação à semana passada, colocando na lista Bradesco PN e Sanepar Unit. A Guide fez uma mudança, com a entrada de Duratex ON na sua carteira.

Estadão
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