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Top Picks: Ômicron terá efeitos distintos sobre empresas de saúde na Bolsa

Laboratórios e farmácias que realizam testes de covid podem apresentar maiores margens em virtude da alta procura, já planos de saúde devem enfrentar um cenário menos favorável, pois os índices de sinistralidade tendem a crescer

14 jan 2022 21h10
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O avanço da variante Ômicron do coronavírus neste início de ano, associado ao surto de casos de influenza, trouxe de volta o cenário de filas e demora nos atendimentos em postos de saúde e hospitais e forte demanda em laboratórios e farmácias para realização de testes, a ponto de alguns estabelecimentos terem que restringir o acesso por falta de materiais.

Nesta semana, a Raia Drogasil, por exemplo, comunicou que suspendeu temporariamente o agendamento online de exames por falta de materiais até que conseguisse repor estoques. Outras redes também registraram procura surpreendente, o que gerou longos tempos de espera para atendimento.

Porém, diferentemente das ondas anteriores da pandemia, as internações e mortes não acompanham o número de casos e dessa forma o impacto sobre os resultados de empresas do setor de saúde na Bolsa tende a ser misto.

O estrategista de ações da Santander Corretora, Ricardo Peretti, avalia que as redes de laboratórios, como Fleury e Dasa, podem apresentar maiores margens em virtude da realização de um alto número de testes, assim como as redes de farmácias, como a Raia Drogasil.

Os hospitais, como a Rede D'Or, também devem se beneficiar, pois há uma maior utilização dos seus serviços, mesmo sem aumento de internações, resultado parcialmente atenuado por custos crescentes com materiais e com substituição de profissionais contaminados.

As farmacêuticas - como a Hypera - podem ter receitas maiores com o aumento das vendas de medicamentos.

Já os planos de saúde Hapvida, Notre Dame Intermédica e Sulamérica devem enfrentar um cenário menos favorável, pois os índices de sinistralidade tendem a crescer e pressionar os custos nos próximos meses, uma vez que os usuários estão recorrendo mais a exames de diagnósticos ou ao pronto-socorro de hospitais.

Na avaliação do analista Vitor Suzaki, do Daycoval, nesse cenário, as empresas verticalizadas tendem a se beneficiar no curto prazo, em especial Intermédica e Hapvida, que têm ainda o fator adicional da fusão aprovada recentemente pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), com potencial ganho de sinergias.

O economista-chefe do Modalmais, Álvaro Bandeira, enfatiza que, olhando para as empresas na bolsa com vistas a investimento, é difícil avaliar a performance individual de cada uma, em decorrência dos constantes processos de fusões e aquisições que acontecem e seguirão acontecendo, além de compras de hospitais e clínicas independentes por grandes grupos.

Ele acredita, porém, que podem ser alternativas de diversificação do portfólio, apesar da esperada volatilidade na precificação dos ativos no curto e médio prazos.

Com relação às recomendações de Top Picks para a próxima semana, a Ativa Investimentos fez três trocas em sua carteira, retirando Cemig PN, Raia Drogasil ON e SLC Agrícola ON e colocando BB Seguridade ON, Bradesco PN e BRF ON. Permaneceram Ambev ON e Magazine Luiza ON.

O BB Investimentos manteve apenas uma ação em sua carteira, a BRF ON. Saíram Bradespar PN, Hapvida ON, Marcopolo PN e Transmissora Aliança ON e entraram Dexco ON, Hermes Pardini ON, Petrobras PN e SLC Agrícola ON.

O Banco Daycoval trocou Gerdau PN por CSN ON e manteve Banco do Brasil ON, B3 ON, EzTec ON e Hapvida ON.

O MyCap deixou apenas Equatorial ON e trocou Arezzo ON, Cyrela ON, Localiza ON e Vale ON por Ânima ON, Banrisul PNB, Dexco ON e Log In ON.

A Órama decidiu trocar Camil ON e Embraer ON por JBS ON e Petrorio ON, mantendo BRF ON, Klabin Unit e Unipar PNB.

A Terra Investimentos ficou com B3 ON, Bradesco PN, BR Malls ON e Cyrela ON, trocando apenas Cemig PN por Petrorio ON.

Estadão
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