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Top Picks: Analistas esperam melhora do cenário para siderúrgicas somente em 2020

Projeções de retomada da demanda por aço a partir de 2020 influenciou altas de siderúrgicas

9 nov 2019
04h10
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As ações das siderúrgicas fecharam a semana com altas expressivas, influenciadas por dois fatores. A melhora nas perspectivas de um acordo comercial entre Estados Unidos e China e, principalmente, as projeções de retomada da demanda por aço a partir de 2020. Este último fator é apontado por analistas como decisivo para que os investidores estejam mais otimistas com o setor.

Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, considerou os resultados do terceiro trimestre fracos, e não acredita em mudanças muito grandes para o quarto trimestre. "A expectativa maior fica para 2020, quando acreditamos que a série de medidas apresentadas pelo governo ao Congresso possam ser aprovadas. Se este cenário se confirmar, é possível que sejam retomados investimentos para aumento de capacidade, visando 2021", explica.

Na opinião de Luis Sales, analista da Guide Investimentos, o momento para o setor de siderurgia está mais positivo, com as sinalizações dadas principalmente pela indústria e construção civil. "Como as companhias permanecem com uma capacidade ociosa ainda em patamares elevados, um aumento no volume de venda de aço pode contribuir positivamente para aumento dos lucros nos próximos trimestres", explica Sales.

Para ele, o ponto negativo é a indústria de automóveis, com a produção ainda abaixo da média por conta da crise na Argentina e demanda local ainda fraca. Por isso, a Guide está mais otimista com a Gerdau, mais exposta à construção civil e com operações internacionais.

A equipe da MyCap ressalta que os resultados das companhias do setor no terceiro trimestre já demonstraram uma recuperação na demanda, mas essa tendência não deve se repetir nos últimos três meses do ano, por conta da sazonalidade. Os analistas acreditam que o cenário será melhor em 2020. A corretora ressalta ainda que um eventual acordo entre EUA e China daria um alívio ao mercado e beneficiaria as exportações.

O cenário internacional é mais ressaltado pelo economista-chefe do Modalmais, Alvaro Bandeira. Ele acredita que o fim das divergências entre os dois gigantes vai ajudar bastante as siderúrgicas. "Com a possibilidade de acordo numa primeira fase, o quadro fica bem melhor, até porque boa parte das siderúrgicas atuam também em mineração. Podemos considerar ainda que a China deixe de inundar o mercado internacional com produtos siderúrgicos. Nossa indústria é bastante competitiva e deve se beneficiar disso", explica.

Para a próxima semana, a corretora que mais fez alterações em sua carteira recomendada foi a Mirae. Saíram Bradesco PN, B3 ON e Cyrela ON, para as entradas de Itaú Unibanco PN, JBS ON e GPA PN. No caso da rede varejista, a corretora cita principalmente os números do terceiro trimestre.

A Guide fez duas alterações, com as saídas de Petrobras PN e Via Varejo ON substituídas por MRV ON e BRF ON. Sobre a MRV, a Guide ressalta que o momento é mais delicado, por conta dos problemas nos repasses do Minha Casa Minha Vida. Mas destaca a boa estratégia comercial e tendência de queda nos distratos.

Por fim, da carteira da MyCap, saíram Rumo ON e IRB ON, e entraram Hapvida ON e Braskem PNA. A Terra Investimentos fez uma mudança na sua lista, com a troca de Metalúrgica Gerdau PN por BRMalls ON.

Estadão
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