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Soja precoce plantada no Paraná tem problema de germinação por seca, diz Ocepar

15 set 2017
18h52
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As primeiras lavouras de soja plantadas no Paraná, segundo maior Estado produtor da oleaginosa do Brasil, estão tendo problemas de germinação em função do tempo seco, afirmou nesta sexta-feira o gerente técnico e econômico da Organização das Cooperativas no Paraná (Ocepar), Flávio Turra.

Produtor observa lavouras de soja em Barreiras, no Estado da Bahia, Brasil
06/02/2014
REUTERS/Ueslei Marcelino
Produtor observa lavouras de soja em Barreiras, no Estado da Bahia, Brasil 06/02/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

"Já tem soja plantada no Paraná... as lavouras plantadas mais cedo estão com problemas, tem pouco coisa plantada, mas se tivesse chuva teria mais soja no campo", afirmou ele.

"Para quem semeou é um problema, vi lavouras de soja começando a germinar, e elas não estavam boas", acrescentou ele.

Ele disse que é difícil estimar no momento o total semeado no Estado na safra 2017/18.

O plantio de soja do Paraná deverá alcançar um recorde de 5,4 milhões de hectares, 3 por cento maior na comparação com 2016/17.

O governo do Paraná, em levantamento divulgado no início da semana, ainda não registrava o início dos trabalhos de plantio de soja.

No ano passado, o plantio efetivamente começou a partir do dia 20 de setembro, mas em 2017 produtores já foram autorizados a plantar a partir de 10, com o fim do período do vazio sanitário, estabelecido para combater a ferrugem da soja.

Dados climáticos publicados no terminal Eikon da Thomson Reuters indicam pouca chuva no Estado até pelo menos o dia 24 de setembro, com acumulados no período de menos de cinco milímetros na maioria das regiões.

No caso do milho, Turra não mostrou a mesma preocupação. Disse que o cereal é mais resistente. Além disso, afirmou que a área de milho verão no Paraná é pequena.

Enquanto isso, em Mato Grosso, o maior produtor de soja do Brasil, produtores aguardam o fim do vazio sanitário na próxima semana para iniciar os trabalhos, mas as previsões climáticas não são melhores que no Paraná, o que pode dificultar o cultivo.

Segundo o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca, são surpreendentemente fracas as projeções de chuvas para regiões que tradicionalmente começam o plantio precocemente, como Campo Novo do Parecis (oeste).

"Sim, há preocupação especialmente para quem faz o algodão (na segunda safra e antecipa o plantio de soja)", disse ele.

Em 2016, o plantio começou mais cedo, lembrou Latorraca, "mas ano passado foi perfeito, foi uma exceção".

No início da semana, especialistas alertaram que as previsões climáticas sugerem que o plantio de soja no Brasil, maior exportador do produto, deve sofrer atraso na safra atual, por conta da escassez de chuva.

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