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Shell celebra vitória para a operação em 2 áreas no pré-sal

27 out 2017
14h06
atualizado às 14h45
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O resultado do leilão do pré-sal, realizado nesta sexta-feira no Rio de Janeiro, foi considerado ótimo pelo CEO da Shell no Brasil, André Araújo, que celebrou o fato de a companhia estar na operação de duas áreas.

Lucio Prevatti, representante da Shell, deposita envelope em leilão do pré-sal no Rio de Janeiro 27/10/2017 REUTERS/Pilar Olivares
Lucio Prevatti, representante da Shell, deposita envelope em leilão do pré-sal no Rio de Janeiro 27/10/2017 REUTERS/Pilar Olivares
Foto: Reuters

Segundo ele, os lances da Shell no pré-sal consolidam a posição da companhia no Brasil. A anglo-holandesa venceu em três áreas.

"Nossa participação foi super ativa, estou extremamente feliz e seremos operadores em dois blocos, o que é extremamente importante para nós", disse ele a jornalistas.

"Buscávamos oportunidade como operador. O apetite nosso não é novo, temos há muito tempo... o Brasil oferece condições de investimento e oportunidades", afirmou.

O consórcio entre a Shell, a chinesa CNOOC e a QPI, do Catar, foi o único a apresentar proposta para arrematar a área de Alto de Cabo Frio Oeste, no pré-sal da Bacia de Santos.

A Shell ficou com 55 por cento da área, a CNOOC com 20 por cento, enquanto a QPI compôs o consórcio com 25 por cento.

A empresa ainda arrematou junto com a Petrobras e Repsol Sinopec a área de Entorno de Sapinhoá com um lance de 80 por cento de óleo à União, versus percentual mínimo de 10,34 por cento.

Um outro consórcio formado pela anglo-holandesa Shell e a francesa Total foi o único a apresentar oferta pela área de Sul de Gato do Mato, no pré-sal da bacia de Santos.

Em relação ao resultado da área de Gato do Mato, ele afirmou que tem de ser "muito comemorado", pois permite solução para projeto, situado numa área adjacente da Shell.

Área de Peroba

O lance do consórcio entre Petrobras, a chinesa CNODC e a britânica BP arrematou a área de Peroba, na Bacia de Santos, com oferta de 76,96 por cento de óleo à União, versus percentual mínimo de 13,89 por cento, de acordo com resultado de leilão promovido pela reguladora ANP no Rio de Janeiro.

Em Peroba, a Petrobras ficou como operadora com 40 por cento da área, a CNODC com 20 por cento e a BP com 40 por cento.

Em outra rodada, a área de Pau Brasil, no pré-sal da Bacia de Santos, não recebeu ofertas. O percentual mínimo de óleo à União para essa área era de 14,40 por cento.

A área pode ser relicitada ainda nesta sexta-feira.

Norte de Carcará

O consórcio entre a norte-americana Exxon Mobil, a norueguesa Statoil e a Petrogal arrematou a área de Norte de Carcará com um lance de 67,12 por cento de óleo à União, versus percentual mínimo de 22,08 por cento, de acordo com resultado do leilão realizado pela reguladora ANP nesta sexta-feira.

As três empresas disputaram a área, na Bacia de Santos, com a Shell.

No consórcio de Norte de Carcará, a Statoil ficou com 40 por cento de participação, a Exxon com outros 40 por cento, e a Petrogal, com 20 por cento.

Norte de Carcará é uma área adjacente a Carcará, onde a Statoil detém participação majoritária, após acordo com a Petrobras de 2,5 bilhões de dólares.

As petroleiras Galp, com 14 por cento de participação em Carcará, e Barra Energia, com 10 por cento, estão entre as outras sócias da área.

A área de Sudoeste de Tartaruga Verde, no pré-sal da Bacia de Campos, que não havia registrado lances quando foi leiloada pela primeira vez, também não recebeu oferta em rodada de "repescagem".

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