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Setor de serviços tem queda de 0,3% em setembro em relação a agosto

Recuo de 1,3% em transportes foi o principal impacto negativo no resultado; na comparação com setembro de 2017, foi registrada alta de 0,5%

14 nov 2018
09h38
atualizado às 11h56
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RIO - O volume de serviços prestados teve queda de 0,3% em setembro em relação a agosto, na série com ajuste sazonal, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, informados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 14. No mês anterior, o dado foi revisado de uma alta de 1,2% para avanço de 1,4%.

O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam desde um recuo de 3,10% a um avanço de 2,30%, com mediana negativa de 0,10%.

Com essa queda, o volume de serviços prestados no País passou a operar 11,7% abaixo do ponto mais alto já registrado na pesquis do IBGE. "Esse resultado de setembro de alguma forma encerra o período de grande volatilidade observada no setor de serviços, provocada pela greve de caminhoneiros desde o mês de maio", ressaltou Rodrigo Lobo, gerente na Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE. "Passada a turbulência, o setor se estabilizou ali no patamar pré-greve, que é o nível de abril. O volume está 0,2% acima de abril, que é o mês pré-greve."

Na comparação com setembro de 2017, os serviços cresceram 0,5%, puxados pelo segmento de informação e comunicação (2,2%) e pelo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,6%). Houve crescimento também nos serviços prestados às famílias (0,4%). Por outro lado, os serviços profissionais, administrativos e complementares encolheram 2,3%, enquanto o segmento de outros serviços caiu 4,0%.

Segundo Lobo, há alguns sinais de recuperação no setor, mas o crescimento ainda é relativamente concentrado, alcançando menos da metade dos subsetores pesquisados. O índice de difusão de serviços - que mede a proporção dos 166 segmentos investigados com avanço no volume prestado - diminuiu de 47% em agosto para 41% em setembro.

O pesquisador vê sinais favoráveis para outubro, com indicadores antecedentes mostrando melhora na confiança do empresário de serviços, tanto pela avaliação da situação atual quanto pelas expectativas, além do aumento no fluxo de veículos em rodovias com pedágios.

A taxa acumulada pelo volume de serviços prestados no ano ficou negativa em 0,4%. Em 12 meses, a queda é de 0,3%, a menos acentuada desde junho de 2015, quando houve recuo de 0,2%. O resultado mantém a trajetória predominantemente ascendente iniciada em abril de 2017. Em agosto, a taxa em 12 meses ficou negativa em 0,6%.

No resultado acumulado no terceiro trimestre, o volume de serviços prestados no País subiu 0,8% ante o segundo trimestre do ano, maior elevação desde o primeiro trimestre de 2014, quando cresceu 1,5%. No segundo trimestre de 2018 ante o primeiro trimestre, o avanço foi de 0,2%.

Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, os serviços tiveram expansão de 0,7%. O resultado interrompe uma sequência de 14 trimestres negativos consecutivos, além de ter sido o aumento mais elevado desde o quarto trimestre de 2014, quando houve alta de 1,2%.

Setor de transportes puxou queda

O recuo de 1,3% no setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, em setembro, puxou a queda de 0,3% no volume de serviços prestados no País no período, segundo o IBGE.

"Transporte foi o principal impacto negativo, o setor que mais contribuiu negativamente, dentro dele o transporte rodoviário de carga, transporte dutoviário (de gás e minério) e transporte aéreo", apontou Rodrigo Lobo, gerente da Pesquisa Mensal de Serviços.

Também houve perdas nos serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,4%) e nos outros serviços (-3,2%). Na direção oposta, foram registrados aumentos nos serviços de informação e comunicação (0,4%) e nos serviços prestados às famílias (1,4%). Em atividades atividades turísticas o recuo foi de 0,4% de agosto para setembro.

Estadão
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