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Secretário da Previdência lamenta após Bolsonaro admitir dificuldade para aprovação de reforma este ano

13 nov 2018
11h16
atualizado às 13h58
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O secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, lamentou a possibilidade de a reforma da Previdência não ser aprovada este ano conforme indicado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, e garantiu que a proposta discutida há cerca de dois anos pelo governo do presidente Michel Temer tem a preocupação social manifestada pelo futuro mandatário.

Presidente eleito Jair Bolsonaro chega para reunião em Brasília
13/11/2018 REUTERS/Adriano Machado
Presidente eleito Jair Bolsonaro chega para reunião em Brasília 13/11/2018 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

"Essa é uma avaliação de natureza política. O ideal para mim era que nem fosse aprovada esse ano, o ideal seria que já tivesse sido aprovada", disse Caetano à Reuters por telefone, referindo-se à necessidade de negociações no Congresso.

"A reforma da Previdência não só é necessária mas também urgente", completou ele, reforçando que se não for feita a reforma neste ano, a sua aprovação se torna imperativa em 2019.

O déficit crescente da Previdência se tornou o maior peso para o déficit fiscal primário, que este ano deve ficar em aproximadamente 160 bilhões de reais e no próximo ano em cerca de 140 bilhões de reais.

Nos primeiros nove meses do ano, apenas o rombo da Previdência Social soma 155 bilhões de reais, de acordo com os dados mais recentes do Tesouro Nacional. Caetano destacou que neste ano o déficit da Previdência deve somar mais de 202 bilhões de reais.

Bolsonaro reconheceu na véspera que dificilmente a reforma da Previdência será aprovada neste ano, após conversar com o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo o presidente eleito, é preciso buscar uma reforma com uma preocupação social, e não apenas focada em números.

"Concordo inteiramente com a abordagem", disse Caetano, acrescentando que a preocupação social da reforma do atual governo de Michel Temer fica evidente com a manutenção dos benefícios da prestação continuada, assim como os benefícios para a população rural. Além disso, o tempo de contribuição de 15 anos atual, que também beneficia a população mais carente, não será alterada.

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