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Salim Mattar e Paulo Uebel deixam Ministério da Economia

Ministro disse que Salim não concorda com o ritmo das privatizações; já Uebel discorda da lentidão da tramitação da reforma administrativa

11 ago 2020
19h47
atualizado às 20h04
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Ministro da Economia, Paulo Guedes
21/07/2020
REUTERS/Adriano Machado
Ministro da Economia, Paulo Guedes 21/07/2020 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

BRASÍLIA - Os secretários especiais de Desestatização e Privatização, Salim Mattar, e o de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, pediram demissão nesta terça-feira, 11, ao ministro da Economia, Paulo Guedes. O ministro confirmou a informação aos jornalistas depois de se reunir com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Segundo Guedes, Salim deixa o governo porque está insatisfeito com o ritmo das privatizações no governo. "O establishment não deixa. Não avançamos nas privatizações com a mesma velocidade do que na Previdência", disse Guedes.

Já Uebel pediu demissão por discordar da estratégia do governo federal de deixar parada a reforma administrativa, que faz uma reformulação do RH do Estado. Guedes disse que o "timing" da reforma, engavetada pelo presidente Jair Bolsonaro por mexer com o funcionalismo público, é "político".

As saídas são as baixas mais recentes na equipe econômica. Nas últimas semanas, Mansueto Almeida já havia deixado o Tesouro Nacional, Caio Megale deixou a diretoria de programas da Secretaria Especial da Fazenda e Rubem Novaes anunciou que deixará a presidência do Banco do Brasil.

"Se me perguntarem se houve uma debandada hoje, houve", disse Guedes. Segundo o ministro, apesar das demissões, o governo vai "avançar com as reformas". "Nossa reação à debandada que ocorreu hoje vai ser avançar com as reformas", afirmou.

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