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Restaurante vegetariano 'da moda' se rende a 'apps'

Até o início da pandemia, o delivery não era uma opção para o restaurante Quincho, pois o salão estava sempre cheio e com fila de espera

12 abr 2021
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Badalado endereço vegetariano na Vila Madalena, em São Paulo, o restaurante Quincho, da chef Mari Sciotti, sempre teve foco no atendimento local. O delivery não era, até o início da pandemia, uma opção, pois o salão estava sempre cheio e com fila de espera.

A percepção era de que o fluxo de entregadores de aplicativos poderia atrapalhar a dinâmica local. "A gente tinha planos de trabalhar com o delivery, mas ainda não tinha começado antes da pandemia. Ainda estávamos estudando o melhor caminho", conta Mari.

Com o baque nos negócios no início da pandemia, quando o restaurante teve que fechar as portas - situação que hoje se repete -, a solução foi começar a vender aos clientes alguns pratos cuja encomenda tinha que ser feita previamente e cuja entrega era realizada pelos próprios funcionários. Mais adiante, o Quincho entrou nos aplicativos.

Com o tempo, conta Mari, foram sendo testados pratos que poderiam "viajar" melhor até o cliente, assim como a embalagem ideal para a entrega e que refletisse o propósito da casa - o que levou tempo e dinheiro. "Fomos entendendo os problemas de transporte, temperatura... São questões operacionais que a gente começa a entender à medida que começa a servir."

A decisão não tinha sido tomada antes porque, devido ao volume de pedidos vindo do próprio salão do restaurante, a cozinha já estava sobrecarregada. "A gente estava construindo uma cozinha de produção, para atender à demanda do delivery, mas, com a pandemia, tivemos que às pressas fazer o lançamento", diz. Quando o restaurante está de portas abertas, nas fases mais brandas da pandemia, o delivery responde por cerca de 20% a 30% do faturamento.

Investimento

Por entender que o delivery será parte relevante da receita em um prazo mais longo, o Quincho está na fase final de instalação de sua cozinha industrial voltada a entregas. Será de lá de onde sairão não só os pratos do restaurante, mas também uma linha de congelados. Para se tornar menos refém dos apps - a venda feita por eles reduz a receita do prato vendido em cerca de 30% -, Mari conta que já está sendo elaborado um projeto de delivery próprio em maior escala.

Estadão
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