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Renault pede reunião para discutir caso Ghosn

Montadora francesa, que é sócia da japonesa Nissan, diz que acusações contra seu executivo-chefe criam 'risco significativo' para o grupo

17 dez 2018
05h11
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PARIS - A montadora francesa Renault pediu à direção do grupo japonês Nissan para convocar uma reunião de seus acionistas, depois que a companhia japonesa e seu ex-presidente, o brasileiro Carlos Ghosn, foram indiciados por alegações de má conduta financeira. As acusações, para o vice-presidente executivo da Renault, Thierry Bolloré, "criam riscos significativos" para a companhia francesa.

Bolloré enviou uma carta datada de 14 de dezembro ao presidente executivo da Nissan, Hiroto Saikawa, solicitando que uma reunião fosse convocada "tão prontamente quanto possível". "A acusação cria riscos significativos para a Renault, como maior acionista da Nissan, e para a estabilidade de nossa aliança industrial", escreveu Bolloré na carta. "Acreditamos que um fórum de acionistas seria a melhor maneira de abordar esses assuntos de maneira aberta e transparente", disse.

A Renault possui 44% da Nissan, enquanto o grupo japonês, por sua vez, detém 13% da companhia francesa. A Nissan não respondeu aos pedidos para comentar o assunto.

Sem mudança

Na semana passada, a Renault havia informado que seu conselho de administração ainda não considerou a possibilidade de substituir Ghosn, que é seu executivo-chefe. "O conselho ressaltou claramente em sua comunicação que, com base nos elementos disponíveis, decidiu manter as atuais medidas de governança", disse a montadora francesa, referindo-se a um comunicado publicado na quinta-feira.

A Renault também informou que uma investigação interna sobre os ganhos de Ghosn não apontou quaisquer irregularidades. A investigação da Renault começou em novembro, pouco depois de promotores japoneses prenderem Ghosn por ter supostamente declarado renda menor do que deveria na Nissan.

Estadão
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