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Raízen vê nova safra de cana "um pouco melhor"; aponta maior consumo de combustíveis

21 fev 2019
12h57
atualizado às 14h12
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O volume da nova safra de cana-de-açúcar do centro-sul do Brasil será um pouco maior que o registrado na temporada atual, em que usinas voltaram a sofrer os efeitos do tempo adverso e do envelhecimento dos canaviais, disse nesta quinta-feira o presidente da Raízen, maior produtora global de açúcar e etanol de cana.

Colheita de cana-de-açúcar em Ribeirão Preto, SP
15/09/2016
REUTERS/Nacho Doce
Colheita de cana-de-açúcar em Ribeirão Preto, SP 15/09/2016 REUTERS/Nacho Doce
Foto: Reuters

"A safra deve ser um pouco melhor este ano porque o clima esteve um pouquinho melhor neste começo do ano, mas não será acima de 600 milhões de toneladas", disse Luís Henrique Guimarães a jornalistas, após participar de seminário no Rio de Janeiro.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) apontou em dezembro que a próxima safra do centro-sul do Brasil (2019/20) teria um volume semelhante ao da atual, que será encerrada em março de 2019 com uma moagem de cerca de 570 milhões de toneladas.

O presidente da Raízen destacou que o consumo de etanol em 2019 vai depender das cotações do petróleo, da gasolina e do açúcar, que compete com o etanol pela mesma matéria-prima.

Guimarães ressaltou, contudo, que deverá haver uma expansão dos combustíveis do ciclo Otto (gasolina e etanol) este ano, em meio a uma esperada melhora na economia. A Raízen também figura como uma das mais distribuidora de combustíveis do país.

Em 2018, de acordo com dados da agência reguladora ANP, o mercado de combustíveis --incluindo diesel e outros-- ficou estagnado, com o consumo de gasolina caindo 13 por cento e o de etanol hidratado, mais competitivo, registrando um salto de 42 por cento.

"O ciclo Otto deve crescer (este ano). A gente vem de dois anos muitos ruins do consumo total de gasolina mais etanol, apesar do etanol ter crescimento muito...", disse.

O presidente da Raízen demonstrou mais otimismo em relação às perspectivas para a economia brasileira, o que deve trazer reflexos positivos sobre a demanda por combustíveis.

"A gente entra no ano bem mais animado que no ano passado... uma recuperação da economia com o PIB crescendo, melhoria de renda do consumidor... o que determina o mercado é renda e crescimento", disse ele, ressaltando que o otimismo também tem relação com a perspectiva de reforma da Previdência, além da regulamentação do programa RenovaBio.

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